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SÃO PAULO – Os investimentos do governo para ajudar a indústria automobilística a sair da crise parecem estar cumprindo com a sua tarefa com o meio ambiente além de assegurar a rentabilidade de novos projetos automotivos, conforme afirmou a Nissan Motor.
Segundo Andy Palmer, vice presidente da Nissan, terceira maior fabricante de veículos do Japão, “a velocidade na qual você tem retornos depende da produção em massa. O segundo ponto recai sobre incentivos governamentais”, disse ele.
Esses fatores combinados, diz o executivo envolvido na produção do novo carro elétrico, “ajudam nos custos de entrada, ajudam no fluxo de caixa e ajudam a primeira e também a segunda geração de veículos a serem produzidos”.
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A grande barreira enfrentada por esse tipo de projeto está relacionada aos custos de desenvolvimento. Pelos dados da indústria, os gastos superam significativamente a faixa entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões para um novo modelo da Nissan.
O preço das baterias
O fator de maior peso desses custos, no caso dos carros movidos a energia elétrica, são as baterias especiais. De acordo com Palmer, a montadora está se adequando para produzir globalmente cerca de 350 mil veículos elétricos por ano.
Para tanto, a companhia planeja utilizar um empréstimo de US$ 1,6 bilhão do governo norte-americano para remodelar a estrutura de sua fábrica no Tennesse, para que os carros possam ser feitos na mesma linha que produz outros modelos da marca.