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Automóveis: preço do seguro poderia ser menor, de forma ecologicamente correta

Segundo especialista da AGF, revenda de peças usadas reduziria o valor do prêmio e protegeria meio-ambiente

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SÃO PAULO – Financiamentos mais longos, taxas de juros menores e aumento do crédito são fatores que, desde 2005, têm feito as vendas internas de veículos aumentarem substancialmente. No entanto, de acordo com a AGF Seguros, apenas 45% da frota circulante de automóveis e comerciais leves está segurada.

O preço
do seguro é ainda um forte impedimento para o avanço do mercado. No entanto, de acordo com Marcelo Goldman, diretor de automóvel, condomínio e residência da AGF Seguros, existem formas que poderiam reduzir consideravelmente o valor do prêmio das apólices, entre elas, a certificação e revenda de peças usadas. Além de ajudarem o bolso do segurado, contribuem com a preservação da natureza.

Seguro Popular

Atualmente, a idade média da frota brasileira está em 9,4 anos e, segundo dados apresentados no II Fórum Nacional de Seguros para Jornalistas, que aconteceu nesta terça-feira (08) em São Paulo, 51% da frota brasileira tem entre 6 e 15 anos. No entanto, segundo Goldman, desses, que somam cerca de 11,1 mil veículos, apenas 28% estão segurados.

Outro ponto abordado por Goldman foi o Seguro Popular. Segundo ele, “a iniciativa visava promover o aumento de seguros contratados para veículos mais velhos, principalmente acima de cinco anos”.

No entanto, em razão dos altos custos
de reparação desses veículos, a adesão à proposta foi muito pequena por parte das seguradoras.

“Além dos valores das peças originais serem altos em relação ao valor do veículo, a má-distribuição de renda da população também impediu que a proposta tivesse sucesso”, completou Goldman. “Muitas vezes, quem possui um carro mais velho não tem condições de arcar com o preço do seguro, ou considera a necessidade uma coisa supérflua”, explicou.

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Reparação

Uma forma de reduzir o valor do prêmio e, conseqüentemente, ampliar o mercado, inclusive com relação aos veículos mais velhos, seria a utilização de peças usadas na reparação de veículos.

Segundo Goldman, não dá para estimar de quanto seria a redução caso a medida, que já funciona na Espanha e Argentina, fosse adotada. “Mas a diminuição seria considerável, já que uma peça usada chega a custar metade do valor da original”, afirmou.

Além disso, a medida ajudaria, inclusive, no sentido ecológico. “As peças descartadas devem ter um e destino que não prejudique o meio-ambiente. A volta da peça para o mercado seria uma ótima forma de destinação”, concluiu.

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Para evitar que a prática facilite o comércio ilegal de peças e, por conseqüência, o roubo de veículos, já está em tramitação um projeto chamado “Desmanche Legal”, que visa criar regras rígidas e objetivas de autorização para o funcionamento dos estabelecimentos que desenvolvam a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres e a comercialização de peças de reposição e sucatas, de acordo com determinados critérios.

Esta seria uma alternativa que, caso fosse estabelecida como única maneira possível de comércio de peças usadas, restringiria a ação dos desmanches irregulares.