Aura: mercado destaca redução de riscos em anúncio formal do projeto Era Dorada

Projeto na Guatemala poderá expandir produção para 500 mil onças

Erick Souza

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Aura Minerals (Divulgação/Aura Minerals)
Aura Minerals (Divulgação/Aura Minerals)

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A mineradora Aura Minerals (BDR: AURA33) anunciou a aprovação pelo conselho do projeto Era Dorada, na Guatemala. A companhia já havia anunciado o início de obras preliminares, mas o anúncio formal ainda não havia acontecido. Para os mercados, o comunicado é um importante marco para o projeto, em especial, por reduzir incertezas.

Para o Itaú BBA, ainda que o projeto já estivesse incorporado ao modelo mais recente, o anúncio formal traz mais clareza sobre a iniciativa. De acordo com os analistas, o Era Dorada não é apenas o principal projeto de crescimento da companhia, mas também um componente-chave para que a Aura ultrapasse uma produção de 500 mil onças.

Com essa ampliação, o banco acredita que a companhia pode ter uma reprecificação significativa de múltiplos. Atualmente, o projeto já representa cerca de 25% do preço-alvo do BBA sobre a companhia. Para o JP Morgan, o Era Dorada representa aproximadamente 30% do valor patrimonial líquido (NAV) e deve produzir 111 koz (mil onças de ouro) nos primeiros quatro anos.

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De acordo com o JP, a reação do mercado deve ser positiva, refletindo, principalmente, a clareza das informações presentes no anúncio. Em linha com a expectativa do banco, a Aura aumentou sua projeção de capex para o ano. Impulsionada, principalmente, por maiores gastos de capex de expansão associados à aprovação do Era Dorada.

A nova projeção para o ano fiscal de 2026 aumentou de US$ 236-278 milhões para US$ 386 milhões–463 milhões, implicando um aumento de 63,6%–66,5%, para o início da fase de construção do Era Dorada.