Aumento nas vendas ao varejo impulsiona alta das bolsas nos EUA

As bolsas norte-americanas fecharam as negociações em alta nesta quarta-feira, como reflexo do aumento, acima do esperado, das vendas dos varejistas. Em outubro as vendas dos varejistas registraram um crescimento de 7,1% frente ao resultado alcançado em setembro. O bom resultado trimestral divulgado hoje pela HP também contribuiu para o bom desempenho das bolsas.Vendas do […]

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As bolsas norte-americanas fecharam as negociações em alta nesta quarta-feira, como reflexo do aumento, acima do esperado, das vendas dos varejistas. Em outubro as vendas dos varejistas registraram um crescimento de 7,1% frente ao resultado alcançado em setembro. O bom resultado trimestral divulgado hoje pela HP também contribuiu para o bom desempenho das bolsas.

Vendas do varejo crescem impulsionadas pelo setor automobilístico

As vendas do varejo norte-americano aumentaram 7,1% em comparação com o mês anterior, número que surpreendeu analistas, que acreditavam em uma expansão bem menor em torno de 1,5%. A forte expansão nas vendas é resultado das agressivas promoções por parte das empresas automobilísticas. Além disso, o resultado de setembro acabou sendo fortemente abalado pelos ataques terroristas. Se excluídas as vendas de veículos, o crescimento das vendas varejistas seria de apenas 1%.

Lucro da HP é o dobro do que o esperado por analistas

O destaque de valorização ficou com a HP, empresa fabricante de impressoras e de computadores. A HP anunciou um lucro de US$ 0,19 por ação em seu quarto trimestre fiscal, resultado que superou as estimativas de analistas que apontavam para um lucro de apenas US$ 0,08 por ação. Já as receitas da companhia ficaram em US$ 10,9 bilhões, 18% menores do que os US$ 13,3 bilhões registradas em igual período de 2000. No entanto, o faturamento da HP também foi maior do que os US$ 9,9 bilhões previstos pelo mercado. As ações da HP encerraram os negócios com uma valorização de 9,64%.

Resultado acima das expectativas faz ações da Tiffany subirem

Já a joalheria Tiffany anunciou um lucro de US$ 0,16 por ação no terceiro trimestre deste ano, ultrapassando as projeções do mercado de um lucro de US$ 0,13 por ação. Apesar das vendas da empresa terem declinado 10% na comparação com o mesmo período de 2000, a Tiffany prevê que para o próximo trimestre as vendas caíam no máximo 5% em relação ao final do ano passado. Os papéis da companhia fecharam em alta de 6,18%.

O índice Dow Jones Industrial, que acompanha o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, fechou a pregão com valorização de 0,75%, sendo cotado a 9.823,61 pontos. As maiores altas ficaram com HP, a varejista de materiais para construção Home Depot (+5,07%), Intel (+4,23%), a operadora de cartões de crédito American Express (+3,98%) e Alcoa (+3,01%). Por outro lado, as maiores quedas ficaram com a petrolífera Exxon Mobil (-4,52%), Microsoft (-2,87%), IBM (-2,01%), Honeywell (-1,89%) e a fabricante de equipamentos para construção pesada Caterpillar (-1,14%).

O índice Nasdaq Composite, que mede o desempenho das ações das empresas de tecnologia, terminou o dia registrando valorização de 0,59%, sendo cotado a 1.903,19 pontos. As principais altas ficaram com a empresa de comunicações Level 3 (+33,33%), a varejista Amazon (+30,18%%), o portal Yahoo! (+8,88%), a fabricante de computadores portáteis Palm (+5,91%) e Oracle (+2,75%). Em sentido oposto, os destaques ficaram com a companhia de circuitos integrados Xilinx (-1,84%), PeopleSoft (-1,54%), as empresas de biotecnologia Biogen (-1,17%) e Amgen (-1,14%), e a fabricante de equipamentos para transmissão de dados em banda larga, Broadcom (-0,46%).

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