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SÃO PAULO – A elevação da carga tributária provoca diminuição no potencial médio de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Análise feita pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) demonstra que, a cada 10 pontos percentuais de aumento na carga de impostos, ocorre redução superior a um ponto percentual no potencial de crescimento do PIB.
A partir dessa observação, o estudo conclui que o modelo para garantir crescimento sustentável para o Brasil deveria ser construído a partir de incentivos a novos investimentos pelo setor privado, não pela elevação da carga tributária.
Para manutenção da máquina
Conforme a pesquisa, o governo apresenta baixa propensão a investir. Os investimentos públicos correspondem atualmente a 40% do PIB e os do setor privado, a 60%. O governo é responsável por um ponto percentual dos investimentos no país, enquanto o setor privado por 19 pontos percentuais. Ou seja, 2,5% dos recursos do governo são investidos, enquanto o setor privado investe 31,7%.
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O consumo do governo, conforme a análise, corresponde a gastos que não geram aumento de capacidade produtiva. Isso significa que, basicamente, o governo cobra impostos para manter a máquina funcionando, sem nenhuma função de estimular o crescimento econômico. A Fecomercio conclui que o setor público se alimenta do privado.
Estimativas
Caso o governo reduza a participação na economia para 20%, os recursos adicionais nas mãos do setor privado incrementariam, na opinião da Fecomercio, o total de investimentos para quase 26% do PIB, o que faria com que o país, segundo as premissas, crescesse a taxas de mais de 8,5%. Porém, caso o governo avance sua participação no PIB de 40% para 50%, a taxa de crescimento seria inferior a 2%.