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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, o possível aumento nos preços do gás natural poderá chegar a um repasse ao consumidor de 30% do valor dos produtos.
“Se isso acontecer, essa alta não penalizará apenas as indústrias, como também a população no consumo residencial. Um encarecimento que a sociedade não aceita, especialmente diante da crise econômica que estamos enfrentando”, indigna-se o presidente.
Para a entidade, trata-se de um momento inoportuno, no qual o pretendido reajuste poderá trazer graves consequências à sociedade, como inflação e desemprego.
Indústrias
Em razão dos rumores da possibilidade de aumento dos preços, a Fiesp manifestou-se radicalmente contrária à intenção do governo estadual, que pretende acompanhar a política de reajustes periódicos da Petrobras.
Porém, esse aumento no custo do gás natural causará, segundo a Federação, impacto direto em setores como cerâmica de revestimento, fertilizantes, medicamentos, vidros planos e alumínio.
A entidade ainda defende que a formação de preços do gás natural seja transparente, de conhecimento e controle público, cabendo intervenção do Governo Federal, no sentido de regulamentar sua definição de valor.
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Reajuste
Para ela, deve-se buscar uma justa solução para o desequilíbrio econômico alegado pelas empresas concessionárias do estado de São Paulo.
Por conta do reajuste trimestral de preços praticado pela Petrobras, elas foram levadas a buscar equivalentes aumentos na Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo).
De acordo com a assessoria de imprensa da Arsesp, o aumento do preço ainda está em discussão interna e uma posição deve ser tomada até o fim da próxima semana.