Aumento do IPI sobre bebidas alcoólicas pode prejudicar empresas

Por conta da Lei Seca e da crise mundial da economia, o volume de vendas de bebidas sofreu queda de 30% em média

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SÃO PAULO – O setor de hospitalidade, constituído por mais de 2 milhões de hotéis, bares e restaurantes, será o mais prejudicado, caso o governo federal promova um novo aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre as bebidas alcoólicas. A previsão é da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo).

Somente no ano passado, o segmento, que emprega mais de 10 milhões de pessoas, sofreu impacto devido ao aumento do IPI da ordem de 30% para bebidas quentes e 15% para frias.

Lei Seca

Por conta da Lei Seca e da crise mundial da economia, o volume de vendas sofreu queda de 30% em média, em todo o País.

Agora, com a recém-aprovada Lei Antitabagismo, do governo de São Paulo, a Abresi estima que haverá uma nova redução, da ordem de 20% no faturamento do setor, somente no estado de São Paulo.

Segundo pesquisa da LCA (Luciano Coutinho Associados), para cada 1% no aumento do preço de cervejas, o consumo de bebidas diminuiu 0,69%.

Por conta disso, a expectativa é de que o aumento da alíquota do tributo acarrete o aumento dos preços, afugentando clientes, o que, segundo a entidade representativa do setor, compromete a capacidade de sobrevivência das empresas.

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“Entendemos que o momento requer alguns ajustes e medidas pontuais. Contudo, não é justo o governo beneficiar os trabalhadores da indústria de um segmento da economia e, ao mesmo tempo, prejudicar os empresários e funcionários do setor de alimentação fora do lar em todo o Brasil, que já vem sendo duramente penalizado por meio de outras medidas”, afirmou a Abresi em nota.