Aumento do IOF e leilões do BC não impedem queda de 0,48% do dólar

Moeda, que vinha de duas sessões de alta, encerra o dia cotada na venda a R$ 1,654, acompanhando a melhora de humor no mercado

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em queda de 0,48%, terminando a terça-feira (29) cotado a R$ 1,654 na venda, mesmo com o aumento do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) nas operações de empréstimos externos com prazo inferior a 360 dias e mais intervenções do Banco Central para impedir a apreciação excessiva da moeda brasileira,

A autoridade monetária brasileira continua comprando dólares no mercado à vista, de modo a tentar impedir a perda de valor excessiva da divisa norte-americana frente ao real. A primeira operação do dia com tal objetivo teve início às 12h22 (horário de Brasília) e término às 12h27, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6572, marginalmente superior aos R$ 1,6533 aceitos na segunda operação do dia, que se iniciou às 15h41 e terminou às 15h46.

Outra nova medida neste âmbito é o aumento do IOF, para operações de empréstimo externo, que agora serão taxadas em 6% se tiverem prazo menor que 360 dias, ante a taxação anterior de 5,38% válida para operações com prazo menor que 90 dias.

Na prática, a medida encarece a entrada de recursos estrangeiros no Brasil. Não é a única medida nesse sentido, visto que já foram anunciadas medidas que restringiram as operações de câmbio dos bancos e que elevaram a taxação dos investidores estrangeiros em aplicações de renda fixa no Brasil. De acordo com a MCM Consultoria essa medida “decorre do crescimento dessa modalidade de captação em função das restrições às posições vendidas dos bancos no mercado cambial spot”.

O mercado também começa a ajustar suas posições levando em conta o vencimento dos contratos futuros de câmbio na BM&F no fim do mês.

Indicadores norte-americanos
Outra referência para o investidor nacional veio da agenda de indicadores econômicos norte-americanos , onde os dados divulgados apontaram direções divergentes. O resultado de janeiro do S&P Case-Shiller apontou uma redução de 3,1% dos preços dos imóveis nos EUA, na comparação com o mesmo mês de 2009. Com essa variação, o índice superou as expectativas do mercado indicando uma queda menor que a projetada pelos analistas (-3,3%).

Continua depois da publicidade

Já a confiança do consumidor norte-americano ficou abaixo das expectativas em março. Segundo a Conference Board, o Consumer Confidence deste mês marcou 63,4 pontos – a expectativa era de 65,0 pontos. Como comparação, no mês passado, o indicador havia marcado 72,0 pontos.

Dólar termina cotado a R$ 1,654, queda de 0,48%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6520 na compra e R$ 1,6540 na venda, baixa de 0,48% em relação ao fechamento anterior.Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,54% em março, frente à baixa de 4,13% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,73%. 

Dólar futuro na BM&F também em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abri, segue o dia cotado a R$ 1.651, forte baixa de 0,75% em relação ao fechamento de R$ 1.663 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em baixa de 0,72%, atingindo R$ 1.661 frente à R$ 1.673 do fechamento de ontem. 

Continua depois da publicidade

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6515000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,59 para maio de 2011, 0,29 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.