Mercado de petróleo

Aumenta tensão entre Emirados Árabes Unidos e Opep+ sobre cotas

Autoridades questionam os benefícios de fazer parte da aliança dos produtores de petróleo

arrow_forwardMais sobre
(Divulgação)
Aprenda a investir na bolsa

(Bloomberg) — A tensão aumenta entre os Emirados Árabes Unidos e aliados na Opep+. Nos bastidores, autoridades questionam os benefícios de fazer parte da aliança dos produtores de petróleo e até avaliam se devem deixá-la.

Os Emirados Árabes Unidos não disseram publicamente que questionam sua participação, muito menos que planejam sair. E autoridades falaram com a mídia sob a condição de não serem identificadas, dando margem de manobra caso queiram se distanciar dos comentários posteriormente.

A postura é atípica, porque os Emirados Árabes Unidos – o maior produtor da Opep depois da Arábia Saudita e do Iraque – há muito tempo evitam confrontos públicos, preferindo resolver as disputas discretamente, a portas fechadas.

Aprenda a investir na bolsa

Não está claro se o alerta tem como objetivo forçar uma negociação sobre os níveis de produção com os líderes da Opep+, a Arábia Saudita e a Rússia, ou se representa um debate político genuíno. Qualquer decisão de deixar a Opep necessitaria da aprovação de Mohammed bin Zayed, que de fato comanda os Emirados Árabes Unidos, e do príncipe herdeiro de Abu Dhabi.

A tensão entre o governo de Riad e Abu Dhabi cresceu nos últimos meses, quando os Emirados Árabes Unidos violaram sua cota na Opep+ e receberam uma séria advertência de seu vizinho.

Autoridades dos Emirados parecem cada vez mais frustradas com o que consideram uma alocação injusta dos limites de produção e como a economia dos Emirados Árabes Unidos sofre com a receita decrescente do petróleo e com a pandemia de coronavírus.

Melhores da Bolsa 2020
Cadastre-se gratuitamente para participar do encontro entre os CEOs das melhores empresas listadas na Bolsa e gestores de grandes fundos, entre os dias 24 e 26 de novembro:
Concordo que os dados pessoais fornecidos acima serão utilizados para envio de conteúdo informativo, analítico e publicitário sobre produtos, serviços e assuntos gerais, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.
check_circle_outline Sua inscrição foi feita com sucesso.
error_outline Erro inesperado, tente novamente em instantes.

O debate chega em um momento delicado para a Opep+, que recuperou os preços do petróleo com um acordo histórico para cortar a oferta e compensar o impacto da pandemia na demanda. Qualquer sinal de rachaduras na aliança – ainda mais de um produtor tão grande quanto os Emirados Árabes Unidos – minaria um mercado já frágil.

Próxima reunião

O grupo precisa decidir nas próximas duas semanas se vai seguir com o aumento da produção em janeiro conforme estipulado no acordo, ou adiá-lo. Até o momento, Riad e Moscou sinalizaram que estão preparados para adiar o aumento, pois o coronavírus continua a minar a demanda por energia.

A Energy Intelligence informou anteriormente que os Emirados Árabes Unidos avaliam os prós e os contras da adesão à Opep. Nenhum representante estava disponível para comentar no Ministério do Petróleo.

PUBLICIDADE

A produção diária dos Emirados Árabes Unidos é limitada a 2,59 milhões de barris até o final do ano. Após esse período, subiria para 2,74 milhões se a Opep+ decidir não adiar o aumento. O país bombeou 3,4 milhões de barris por dia em março, um recorde mensal, e tem capacidade para produzir cerca de 4 milhões por dia.

O lado desconhecido das opções: treinamento gratuito do InfoMoney ensina a transformar ativo em fonte recorrente de ganhos – assista!