Aumenta participação das mulheres no mercado de internet brasileiro

As mulheres têm ganhado participação em atividades relacionadas a conteúdo, design, e-commerce e e-marketing

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SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pela E-Consulting junto a 1.050 profissionais de médias e grandes empresas, agências de publicidade, produtoras de internet, integradoras, consultorias e organizações do Terceiro Setor revelou que tem crescido a participação das mulheres no mercado de internet brasileiro.

Participação sobe 4 pontos percentuais

De acordo com a pesquisa, as mulheres têm ganhado participação em atividades relacionadas a conteúdo, design, e-commerce e e-marketing, representando assim 58% do total de profissionais que atuam na área. Os dados se referem a outubro deste ano. Em relação à última pesquisa, em novembro de 2002, a participação das mulheres cresceu 4 pontos percentuais.

No que se refere ao comércio eletrônico, a participação das mulheres subiu de 23% para 26% entre as duas pesquisas realizadas, enquanto que nas agências de publicidade elas já representam algo em torno de 61% do total de profissionais. Na pesquisa anterior, este percentual era de 59%.

Ainda de acordo com pesquisa da consultoria, nas empresas produtoras de internet as mulheres respondem por quase metade do total de profissionais da área (41%); nas consultorias, representam 30%; e, nas integradoras de tecnologia, 18%.

Qualidades femininas

De acordo com o coordenador do Strategy Research Center da E-Consulting, Nestor Garcia, o aumento da participação nas mulheres no mercado de internet teria acontecido devido a dois motivos principais: qualidade das mulheres em se comunicar e se relacionar com pessoas e também porque a sociedade estaria menos machista.

A pesquisa mostra não somente os dados de outubro deste ano, como também os relaciona com o levantamento anterior feito no ano passado. Segundo Garcia, algumas mulheres entrevistadas no ano passado responderam à nova pesquisa e notou-se que agora elas ocupam cargos de média gerência. Para ele, há grandes possibilidades de os sexos estarem equiparados nos próximos quatro ou cinco anos, ocupando as mesmas posições. A informação é da Agência Brasil.