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SÃO PAULO – Cresceu o número de furtos internos praticados no comércio varejista brasileiro. Enquanto no ano 2000 os furtos praticados pelos próprios funcionários da empresa correspondiam a 23,5% das causas de perdas do varejo, em 2002 este percentual subiu para 27%. Na direção oposta, os furtos externos caíram de 36,5% em 2000 para 26,6% em 2002.
Os dados fazem parte de um estudo realizado pelo grupo de prevenção de perdas do Programa de Administração em Varejo (Provar), que recebeu o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Supermercados foram maioria
De acordo com o estudo, as perdas totais do varejo no Brasil somaram R$ 3,75 bilhões no ano passado, o equivalente a 1,96% do faturamento líquido do varejo brasileiro. Foram entrevistados 2.961 lojistas de 53 empresas que representam 20% do faturamento do varejo e 40% do faturamento das associadas à Abras.
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Os supermercados respondem por 58% do universo de empresa pesquisadas, cujas perdas registradas variaram em algo em torno de 1,29% e 2,05% de seu faturamento líquido. Para os supermercados cujo faturamento ficou abaixo de R$ 1 bilhão ao ano, as perdas foram menores.
Por sua vez, as farmácias, que representam 25% da pesquisa, também saíram no prejuízo. Suas perdas ficaram abaixo de 1,96% do faturamento líquido. Da mesma forma, as lojas de departamento perderam 2,62% de sua receita líquida. O segmento corresponde a 9% das empresas entrevistadas.
Finalmente, em outros tipos de varejo, que representam também 9% do total de entrevistadas, as perdas foram da ordem de 2,54% do faturamento líquido.
Dados estão sendo aprimorados
Segundo a coordenadora da pesquisa, Cecília Leote, apesar de o índice de perdas verificado em 2002 ser superior ao de 2000, ainda não dá para se ter uma visão real das perdas do varejo brasileiro.
Para ela, os dados atuais estão mais perto da realidade, pois a pesquisa de 2002 é mais exata, enquanto que o estudo de 2000 leva conta informações coletadas no início do programa e os empresários ainda estão aprendendo a dimensionar suas perdas. Neste sentido, a coordenadora acredita que não houve um aumento das perdas, mas sim uma análise mais aprimorada destas perdas.
Investimentos em segurança
Leote ressalta que as empresas devem fazer investimentos para minimizar as perdas com os furtos praticados pelos próprios funcionários. Uma das opções diz respeito ao investimento em etiquetas eletrônicas, circuito interno de TV e alarmes. A montagem de uma equipe de segurança e treinamentos de funcionários também devem surtir efeitos positivos.
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Outro conselho da coordenadora é o de a empresa manter um controle eficaz do negócio e dos estoques, o que envolve a criação de procedimentos operacionais de recursos humanos e tecnologia.