Atrás do limite: consenso sobre nova alta da Fed Funds Rate não encerra debate

Investidores tentam descobrir até onde vai o Fomc; medo da inflação é menor que o do remédio usado para combatê-la

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SÃO PAULO – As poucas dúvidas remanescentes quanto a uma nova elevação da taxa básica de juro dos EUA na próxima reunião do Fomc, 29 de junho, parecem ter se dissipado às 9h30 da última quarta-feira (14), quando saiu o Consumer Price Index.

O núcleo do CPI acima das projeções do mercado trouxe consigo o consenso de mais 25 pontos-base para a Fed Funds Rate, que com isso alcançaria os 5,25% ao ano. A polêmica sobre a política monetária norte-americana acabou, então?

Nada disso. O debate agora, como após tantas outras confirmações implícitas ou oficiais, se estende às próximas elevações possíveis. Qual o limite para o Fomc? Se é que há algum…

O risco do exagero

Analistas temem que o subproduto da missão de controle inflacionário seja amargo: queda do crescimento econômico. Alguns chegam até a falar em recessão.

Por trás, a hipótese de que a equipe de Ben Bernanke não tem olhos para medir o nível ideal de juro e acabará pecando pelo excesso, no que os economistas chamam de “overshooting“.

Remédios acima da dose podem gerar problemas maiores do que os que justificaram a receita original.