Atividade industrial decepciona e bolsas europeias recuam

Indicador aprofunda temores de que medida de contenção de gastos afetarão a recuperação econômica do continente

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SÃO PAULO – Os índices das principais bolsas europeias encerraram em queda no pregão desta quinta-feira (23), pressionados pelo recuo surpreendente no nível de atividade no continente em setembro. O aumento do seguro contra calote da dívida soberana de países como Irlanda e Portugal também contribuiu para o mau humor. O índice FTSE 100, em Londres, encerrou em queda de 0,09%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 DAX 30 -0,38 6.185 +4,20 +3,82 
 CAC 40 -0,65 3.711 +6,29 -5,73 
 SMI -0,66 6.303 +2,59 -3,71 
 FTSE MIB -0,50 20.263 +2,88 -12,84 

No entanto, os índices mostraram leve recuperação ao final do pregão, à medida que dados norte-americanos, como o Leading Indicators e as vendas de casas existentes, mostraram avanço, indicando expansão da economia.

PMI decepciona
De acordo com dados prévios da pesquisa da Markit, o índice composto PMI da Zona do Euro – que engloba o crescimento dos setores manufatureiro e de serviços – listou queda ao longo do mês de setembro, recuando dos 56,2 pontos auferidos em agosto para 53,8 pontos neste mês. A leitura é a menor dos últimos sete meses e aumenta a percepção de que os cortes fiscais irão prejudicar o crescimento e a recuperação das economias da região. 

Na Alemanha também houve contração nos indicadores de atividades durante este mês: enquanto o PMI referente à indústria recuou de 58,2 pontos em agosto para 55,3 pontos neste mês, o PMI do setor de serviços caiu de 57,2 pontos para 54,6 pontos.

O custo do seguro contra dívidas soberanas de países periféricos do continente continuou a aumentar, em parte devido à demanda aquém do esperado por títulos da dívida portuguesa. Na quarta, o governo do país vendeu € 750 milhões em bônus, número que ficou na parte mais baixa da expectativa de Portugal. Além disso, a Irlanda reportou queda de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores.

Baixas no pregão
Diante do quadro adverso, os papéis do setor financeiro amargaram as maiores perdas nesta quinta-feira. É o caso dos bancos ingleses Lloyds Banking (-1,00%) e Standard Chartered (-0,64%). Em Paris, a ponta vendedora do índice CAC 40 ficou com BNP Paribas (-2,50%), Crédit Agricole (-1,85%) e Société Générale (-1,71%).

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Além do setor financeiro, ações envolvidas com o setor industrial também encerraram em queda. Os papéis da montadora Volkswagen e da siderúrgica ThissenKrupp desvalorizaram-se 2,24% e 2,21%, nessa ordem, em Frankfurt.