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SÃO PAULO – Os analistas da Ativa Corretora revisaram suas estimativas para São Martinho (SMTO3) e Açúcar Guarani (ACGU3), recomendando, para ambas, compra. Os preços-alvo, por sua vez, são de R$ 18,57 e R$ 6,44, respectivamente.
Nos últimos meses, conforme destaca a Ativa, o mercado recuperou-se fortemente para o segmento sucroalcooleiro, depois de longa entressafra, em que os preços foram inferiores a US$ 12 cents/libra peso. Agora, a alta acumulada do ano chega a 47% para o açúcar.
Sob a análise dos fundamentos, o curto prazo deve ser bastante positivo para o preço da commodity. No entanto, as perspectivas para o etanol são menos favoráveis, especialmente em função da restrição de crédito aos pequenos produtores brasileiros, que também afasta os hedgers do mercado de açúcar.
Riscos
Ainda assim, a Ativa acredita que a elevação de riscos de crédito já não possa piorar mais. Ademais, inclui em seu modelo os riscos considerados principais que digam respeito ao valuation das empresas, como o risco cambial e fatores estruturais associados ao mercado de açúcar, assim como as perspectivas relativas ao crescimento econômico e consumo de energia – mais especificamente, o preço do petróleo.
Quanto a este último aspecto, a corretora avalia que, dentro de alguns anos, “teremos um mercado de açúcar totalmente associado ao mercado de energia e, desta maneira, totalmente correlacionado à perspectiva do preço do petróleo”.
Safra menor lá fora
Destaque para o âmbito internacional: após medidas governamentais não muito bem sucedidas na Índia para expandir a produção e cana, a safra do país deve encolher aos níveis anteriores aos de 2005.
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E não é apenas a lavoura da cana na Índia que dá sinais de recuo: na Rússia e na Zona do Euro, a produção também se contrai.
Adicionalmente, mesmo tendo tirado de cena a demanda por hedge, as atuais condições do mercado financeiro têm garantido a volatilidade necessária para impulsionar os preços do açúcar nos últimos meses.
Co-geração e tratos culturais
Quanto à co-geração no médio prazo, a equipe vê cenário fraco, graças à interrupção dos projetos greenfield e à apatia dos investidores.
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Um driver importante para a próxima safra, conforme destacam, é o descuido dos produtores de menor porte quanto aos tratos culturais, trazido pela escassez de fundos.
A diminuição dos investimentos dessa categoria deve reduzir o retorno da razão açúcar/tonelada de cana moída e plantada. Isso poderá impactar negativamente no volume produzido de açúcar e etanol do Brasil na safra seguinte, o que tende a pressionar os preços de ambos os produtos.