Ativa revisa para baixo estimativas para Gerdau, CSN e Usiminas em 2012

Diante de perspectivas negativas para siderurgia no ano, corretora opta por alterar preço-alvo e recomendação das empresas

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SÃO PAULO – As perspectivas para o setor siderúrgico no cenário global continuam negativas para 2012, assim como foi apresentado no ano anterior, disse a Ativa. Em função das fracas projeções, a corretora revisou suas estimativas para Gerdau (GGBR4), Gerdau Metalúrgica (GOAU4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM3, USIM5), apostando que o setor sofrerá com a pior demanda por insumos siderúrgicos, queda dos preços do aço internacional e valorização do real frente ao dólar, assim como pelo aumento dos custos devido aos impactos da inflação. 

Gerdau: maior exposição em aços longos
Em relação a Gerdau, a corretora optou por manter a recomendação de compra para as ações da companhia, sua preferida no setor. O melhor veículo de investimento na empresa permanece sendo a GOUA4, contudo, a Ativa reduziu seu preço-alvo para R$ 26,10 por ação, o que representa um potencial de valorização de 31,22% em relação ao fechamento da última segunda-feira. Já para a GGBR4, o target também foi revisado para baixo, para R$ 20,00 por ação, com upside de 26,98% para dezembro de 2012.

Para a analista Daniella Maia, a preferência pela Gerdau deve-se pela exposição aos aços longos, com melhores perspectivas de crescimento no Brasil e pelo driver positivo de curto prazo da monetização dos ativos de mineração, que não estão corretamente precificados pelo mercado. 

A corretora indica que o anúncio da conclusão dos estudos realizados para monetizar as reservas de minério de ferro da Gerdau, esperado para o primeiro semestre deste ano, deve apresentar um alto impacto sobre os papéis da companhia, uma vez que permite aos investidores uma melhor precificação de tais ativos. 

CSN: riscos com execução do plano de expansão da mineração
A corretora manteve recomendação de compra para os papéis da CSN, mas adianta que a companhia não é sua top pick para o setor diante dos riscos latentes com relação à execução do plano de expansão da mineração e à agressividade como player em operações de fusões e aquisições. “Tais questões podem afetar consideravelmente o viés dos investidores com a empresa”, apontou a analista.

Diante disso, a Ativa preferiu por reduzir o preço-alvo das ações da companhia para R$ 21,90, configurando um potencial de 38,34% valorização de em relação ao fechamento da última segunda-feira. 

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Usiminas: perspectivas continuam negativas
As estimativas da corretora para a Usiminas continuam negativas, com fraca expectativa de crescimento das vendas de aço para 2012, permanência da pressão nas margens operacionais, com alta exposição financeira aos elevados preços das matérias-primas e as incertezas trazidas com a entrada da Ternium no seu bloco de controle. 

Para a Usiminas, a Ativa estima um target menor de R$ 9,80 por ação para dezembro de 2012, configurando um downside de 7,56% em relação ao último pregão. Assim, a corretora optou por alterar ainda sua recomendação de neutro para venda. 

Projeções negativas para o setor em 2012
O crescimento do consumo de aço continua sob risco em função da deterioração das perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Na visão da Ativa, os desdobramentos do Credit Crunch europeu, associados às medidas de austeridade fiscal nos países desenvolvidos, levarão a um quadro de crescimento fraco para a economia global em 2012. Diante disso, a corretora considera um cenário de baixa demanda global de aço, que deve permanecer em torno de 0% e 3%, onde o menor nível indica estagnação. 

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Diante desse cenário, a consequência clara do fraco crescimento da demanda este ano, aliada ao excesso da capacidade de produção do aço no mundo, é a pressão negativa nos preços do aço no mercado internacional, tendência registrada em 2011 e que deve se repetir em 2012, concluiu a analista Daniella Maia.