Ativa revisa estimativas, eleva recomendação e altera preço-alvo para Tegma

Corretora considera cenário favorável para setor automotivo e estima preço-alvo de R$ 31,60 por ação para dezembro de 2012

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SÃO PAULO – Após incorporar os resultados relativos ao primeiro semestre do ano e inserir premissas macroeconômicas e operacionais ao setor automotivo, o Ativa revisou as estimativas para a Tegma (TGMA3), elevando a recomendação de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 31,60 por ação para dezembro de 2012 – contra R$ 26,85 para dezembro deste ano -,que representa um uspide (potencial teórico de valorização) de 41,13% ante o fechamento de sexta-feira (4).

O analista da Ativa, Artur Delorme, considera que no longo prazo o cenário continua favorável para o segmento automotivo, que representa 76% do faturamento da empresa. Segundo o analista, atrelado a este panorama é possível destacar a elevada relação habitante/veículo no Brasil, a barreira de entrada no setor de transportes de veículos, além da expansão da demanda por automóveis, o crescimento sustentável da renda e do consumo das classes mais baixas e a importância política da indústria automobilística sobre o PIB (Produto Interno Bruto) industrial. 

Em relação aos serviços de bens industriais, a corretora projeta elevação em linha com o avanço da atividade econômica nacional no longo prazo. No entanto, para o segmento de logísitica que inclui bens de consumo, é esperado que os resultados da Direct, incorporados recentemente, a Ativa considera a possibilidade de crescimento mais forte nos próximos anos, “em função do potencial de crescimento dado o baixo índice de terceirização destes serviços no País”.

Estimativas de resultados 
A corretora estima que a receita bruta da Tegma poderá atingir R$ 2,78 bilhões em 2015. Por sua vez, o analista destaca que a incorporação da Direct amplia de forma relevante a receita líquida, mas impacta negativamente na margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa), em função da menor rentabilidade destas operações. 

Segundo Delorme, apesar da valorização de 2,4% nos últimos 12 meses – ante desempenho negativo de 20,3% do Ibovespa -, as ações da companhia estão sendo negociadas a múltiplos EV/Ebitda 12E de 6,6 vezes no mesmo patamar que as empresas nacionais do mesmo segmento.