Ativa eleva preço-alvo da Bematech e reitera recomendação outperform

Projeções de longo prazo também são aumentadas e prévia do resultado do quarto trimestre traz possível avanço nas margens

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SÃO PAULO – Esperando recuperação na rentabilidade já nos números do quarto trimestre de 2009, e com projeção de crescimento na venda no varejo, a analista Luciana Leocadio, da Ativa, aumentou o preço-alvo das ações da Bematech (BEMA3) de R$ 11 para R$ 13,10, e reiterou a recomendação de compra para os papéis, além de enviar prévia dos resultados a serem divulgados em 8 de março.

2010: o ano da retomada
Com este título em relatório, a analista revisou as estimativas do ano para cima, com melhores pespectivas tanto para premissas macroeconômicas como para o setor de automação comercial. Para este ano, Luciana acredita que o crescimento das receitas deve retornar aos dois dígitos, com alta de 14,6% em 2010 e 12,0% em 2011.

“O elevado potencial de aumento da formalização da economia e do crescimento do setor de food service e turismo no País” também são drivers importantes, uma vez que a empresa tem ampliado presença através de aquisições. É dessas aquisições, ainda, um dos principais riscos associados à empresa na visão de Luciana, relacionados à integração e absorção das sinergias.

Em termos acionários, as ações continuam com desconto excessivo, com EV/Ebitda (relação entre o valor da empresa e a geração operacional de caixa) de 6,6 vezes estimado para 2010, 28% abaixo da média dos pares internacionais, segundo a analista da Ativa. A margem Ebitda deve chegar a 19% em 2010 ante 15,7%, e a projeção de longo prazo estima 23% em 2012, “através da contenção de gastos, aproveitamento de sinergias e ganhos de escala”.

Prévias 
A expectativa é que os resultados já mostrem recuperação da rentabilidade, aumento nas margens e recuo do lucro líquido. No caso da margem Ebitda, a projeção é de 21% no quarto trimestre e 15,7% no acumulado do ano, refletindo “os esforços de reestruturação de custos e despesas que a empresa vem conduzindo”, além dos ganhos de sinergia gerados pelas últimas aquisições.

Com relação ao Ebitda, a projeção é de R$ 19,6 milhões no semestre. Já as receitas devem mostrar aumento de 9% na comparação trimestral, chegando a R$ 93,3 milhões. A provável queda no lucro líquido é justificada aos efeitos de reversão de impostos.