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SÃO PAULO – A Ativa Corretora analisou o impasse sobre a retirada ou não da Eletrobrás do cálculo do superávit primário com impactos díspares para as ações ordinárias e preferenciais classe B da companhia.
Na última segunda-feira (27), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que estuda dar à Eletrobrás o mesmo tratamento adotado para a Petrobras, empresa que foi retirada do cálculo do superávit primário neste ano. Para isso, a companhia elétrica precisaria incorporar algumas habilidades de governança corporativa que a petrolífera já possui.
Contudo, após esse pronunciamento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não há a possibilidade da estatal elétrica ser retirada do cálculo no curto prazo, já que a empresa não apresenta os mesmo níveis de eficiência e lucratividade que a Petrobras.
Ruim às ONs; neutro às PNBs
Os analistas enxergam de maneira negativa a possibilidade para os papéis ordinários (ELET3) da empresa, pois “o cenário de liberdade para equacionamento das contas da empresa e consequente pagamento dos dividendos devidos fica mais improvável no curto prazo”.
Já em relação aos papéis preferenciais classe B (ELET6), a corretora vê impacto neutro.