Atento ao cenário externo, dólar encerra sua terceira sessão consecutiva em alta

Mesmo com forte recuo no cenário internacional, dólar encerra em alta com investidores demonstrando cautela

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SÃO PAULO – Mesmo com sua forte desvalorização no mercado internacional, o dólar comercial fechou a sessão desta quinta-feira em alta, com os investidores demonstrando cautela após os novos atentados à bomba em Londres.

A polícia londrina confirmou há pouco que o sistema de transporte da cidade foi atingido por quatro explosões, mas de intensidade menor do que no último atentado e sem deixar nenhuma vítima fatal.

Governo chinês flexibiliza iuan

Outro fator que afetou a cotação da moeda norte-americana nesta quinta-feira foi o anúncio do governo chinês de que sua moeda, o iuan, não será mais atrelada somente ao dólar. De acordo com a nova determinação, o iuan será fixado a uma cesta de moedas.

A medida foi considerada o primeiro passo no sentido da flexibilização do regime cambial chinês e recebeu elogios do secretário do Tesouro norte-americano, John Snow, e da Casa Branca. Os detalhes, no entanto, ainda não foram totalmente esclarecidos.

Dólar encerra em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3580 na compra e R$ 2,3610

na venda, alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6460, representando um ágio de 12,21%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,16% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,01%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.365,
alta de 0,45% em relação ao fechamento
de R$ 2.354

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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,44%,
atingindo R$ 2.396 frente
à R$ 2.386 do fechamento de

ontem.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,65% para setembro de 2005, estável em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,88%, alta de 0,07 pontos percentuais em relação ao fechamento da sessão anterior.

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