Atenção: as 3 ações para ficar de olho logo no início do pregão

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta sexta-feira
Painel de ações (Crédito: Shutterstock)
Painel de ações (Crédito: Shutterstock)

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SÃO PAULO – A última sessão da semana tem agenda fraca, com destaque para os dados dos EUA. Já no Brasil, chama a atenção a fala do presidente do BC, Ilan Goldfajn, para o jornal Valor Econômico, apontando que as expectativas de inflação foram ancoradas. Veja também as ações para monitorar logo no início do pregão. Confira os destaques desta sexta-feira (23):

1. Bolsas mundiais
As bolsas europeias devolvem alta registrada mais cedo após dois dias de baixa em um dia de menor liquidez às vésperas do feriado. Como destaque de alta, estão as ações de bancos: os acordos do Deutsche Bank e do Credit Suisse com a Justiça Americana causaram um impacto positivo nos preços de suas ações, pois os investidores esperavam penalidades mais altas.

Já os mercados da China encerraram a semana em queda, com o índice CSI300 atingindo a mínima de fechamento de dois meses e encerrando sua terceira semana consecutiva de quedas, com preocupações de supervisão regulatória mais rigorosa pressionando as corretoras e as seguradoras. 

As corretoras e as seguradoras caíram, em meio a sinais de regulação mais rigorosa nos setores, potencialmente prejudicando suas fontes de receita. A mídia local informou que os reguladores vão intensificar a supervisão sobre os produtos de seguros online, bem como os investimentos alternativos das corretoras, sendo este o mais recente esforço para conter os riscos financeiros. No Japão, o Nikkei não operou devido a um feriado. 

O petróleo recua e devolve maior parte da alta de ontem; metais caem e o minério de ferro recuou nas últimas cinco sessões.

Às 8h04, este era o desempenho dos principais índices:

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* FTSE 100 (Reino Unido) -0,04%

* CAC-40 (França) +0,13%

*DAX (Alemanha) +0,13%

* Xangai (China) -0,94% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,28% (fechado)

*Petróleo brent -0,54%, a US$ 54,75 o barril

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2. BC e indicadores econômicos
Em destaque na agenda econômica desta sexta, o Banco Central divulga relatório de crédito de novembro com total de empréstimos e taxa de inadimplência, às 10h30. Túlio Maciel, chefe do departamento econômico do BC, comenta os números em coletiva de imprensa às 11h. 

O mercado também deve repercutir a entrevista do presidente do BC, Ilan Goldfajn, ao Valor Econômico. Ele destacou que o BC ancorou as expectativas de inflação e que, agora, pode olhar com mais cuidade para a atividade econômica. Se a “espinha dorsal” da inflação ainda não foi quebrada, está perto de ser, disse ele, citando que houve avanços relevantes nos últimos meses. Ilan prevê que PIB terá taxa anualizada de crescimento de mais de 2% no quarto trimestre do ano que vem.

Já no cenário internacional, o Reino Unido divulgou o seu PIB revisado para o terceiro trimestre, com alta de 0,6% na comparação trimestral, um pouco acima da estimativa de 0,5% dos economistas. Já nos Estados Unidos, serão divulgados os dados de vendas de casas novas de novembro e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan para dezembro, ambos às 13h.

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3. Noticiário político
A sexta-feira também é movimentada para a política brasileira. Os jornais de hoje trazem os bastidores do anúncio da véspera do governo de liberar o saque do FGTS de contas inativas. O jornal O Estado de S. Paulo informa que a ideia de liberar o FGTS inativo foi de Dyogo Oliveira, ministro Planejamento, que virou “novo queridinho” no Planalto, uma vez que a medida foi considerada a melhor agenda positiva anunciada até agora pelo governo. Já o Valor Econômico destaca que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, 
só concordou em liberar FGTS porque Michel Temer aceitou restringir a inativos. Já nesta sexta, informa a Folha, o governo lança programa para regularizar moradias clandestinas.

Além da agenda de Temer, o noticiário sobre a Odebrecht segue movimentando a política. Os EUA indicaram acerto de R$ 50 milhões da empreiteira com ministros petistas. O pagamento teria sido feito em troca de benefícios à Braskem e quem teria feito a solicitação foi Guido Mantega, então ministro da Fazenda. Confira mais clicando aqui. Já a Folha traz novo depoimento de Marcelo Odebrecht, que aponta que a empreiteira criou uma conta com o objetivo de manter a influência política de Lula após a sua saída da presidência. 

4. Perspectivas econômicas de 2017
 A economia brasileira em 2016 pagou o preço de um aperto monetário intenso e da implementação de medidas de ajuste fiscal. A transição ao longo de 2017 para a retomada do crescimento vai exigir a aprovação da reforma da previdência no Congresso e contará com um ciclo de corte de juros significativo e com as recém-anunciadas regras de flexibilização das relações de trabalho. Este foi o diagnóstico feito pela economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, e pelo ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman em entrevista ao InfoMoneyTV. Confira na íntegra clicando aqui.  

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5. Noticiário corporativo
Entre as ações para monitorar logo no início do pregão está a da Hypermarcas (HYPE3), após a empresa anunciar a venda do negócio de produtos descartáveis à Ontex por R$ 1 bilhão. Atenção também aos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), depois da informação de ter recebido os US$ 5 bilhões 
de financiamento acertado com o China Development Bank. Vale ficar de olho também na Cemig (CMIG4), após uma liminar do STJ manter a hidrelétrica de Miranda sob o controle da empresa.

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.