Ataques terroristas financiados com criptos disparou nos últimos anos, diz ONU

Até 20% dos ataques terroristas mais recentes podem ter sido financiados por criptomoedas, contra 5% há alguns anos, disse Svetlana Martynova

CoinDesk

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O número de ataques terroristas financiados por criptomoedas quadruplicou nos últimos anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Em entrevista à Bloomberg, Svetlana Martynova, diretora jurídica sênior do Comitê de Combate ao Terrorismo das Nações Unidas, disse que há alguns anos 5% dos ataques terroristas eram vistos como financiados por criptomoedas ou vinculados a ativos digitais. “Agora estamos pensando que pode chegar a cerca de 20%”, disse ela.

Martynova também falou sobre o financiamento do terror em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas no Hotel Taj Mahal Palace, em Mumbai, um dos locais do ataque de 26 de novembro de 2008, que deixou 175 mortos e mais de 300 feridos.

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“No que diz respeito à movimentação de fundos, os especialistas concordam que transferências de dinheiro continuam sendo os métodos predominantes usados por terroristas”, disse ela no discurso. Mas “houve também um aumento na sua utilização em combinação com novos métodos de pagamento”.

Esses novos métodos incluem sistemas de pagamento móvel e ativos virtuais, disse ela. “Blockchains, criptomoedas e crowdfunding às vezes representam uma trilha de dinheiro complexa para serem seguidas por investigadores financeiros. Alguns desses produtos, inclusive, podem permitir transferências anônimas de recursos entre fronteiras.”

Martynova condenou as proibições do tipo “cobertor”, que proíbem de vez a tecnologia. Ela disse que é fundamental entender “a natureza exata da ameaça” para desenvolver respostas apropriadas, que devem ser “balanceadas com os riscos, resultados e em conformidade com as leis de direitos humanos”.

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No ano passado, o crime com uso de criptomoedas representou um recorde de US$ 14 bilhões em transações de blockchain, quase o dobro dos US$ 7,8 bilhões registrados em 2020, de acordo com a casa de análise blockchain Chainalysis.

A ONU recomenda seguir as diretrizes e políticas da Força-Tarefa de Ação Financeira (FATF, na sigla em inglês), que define padrões globais e que criou políticas de combate à lavagem de dinheiro para o grupo dos 7 países industrializados (G7) e mais 30 ou mais países desenvolvidos para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

A FATF disse que as autoridades precisam acelerar as verificações das identidades dos usuários de criptomoedas e que apenas 11 das 98 jurisdições pesquisadas estão aplicando e supervisionando a medida controversa conhecida como “regra de viagem”. Essa regra exige que os provedores de serviços de ativos virtuais comuniquem as informações dos originadores e beneficiários de transações de criptoativos que excedem um determinado limite.

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