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O Departamento do Comércio dos EUA divulgou há pouco o wholesales inventories referente a outubro, que mede o desempenho do setor atacadista norte-americano. Os estoques se reduziram em um nível mais rápido dos últimos nove anos e as vendas caíram forte com a recessão econômica dos EUA. Enquanto os estoques dos atacadistas nos EUA registraram um declínio de 1% em outubro em relação ao mês anterior, as vendas apuraram uma queda de 1,4% em relação ao mês anterior, levando a relação entre estoques e vendas a 1,32.
Estoques caem, mas vendas também foram menores
A retração acumulada pelos estoques de produtos ao atacado nos EUA superou as expectativas do mercado, que esperava uma retração de 0,3%. Contudo, a queda das vendas preocupa o mercado, já que ainda demonstra sinais de recessão na economia. Esta retração das vendas no atacado é influenciada pela deterioração causada pela queda das vendas depois dos atentados terroristas de 11 de setembro.
A queda dos estoques foi caudada pela retração de 0,5% nos estoques de bens-duráveis, com destaque para equipamentos eletrônicos e de tecnologia. A maior queda dos estoques em outubro, comparado a setembro, se deu nos produtos agropecuários e matérias-prima. Em outubro, os estoques ficaram em US$ 294,2 bilhões.
Quanto às vendas de bens-duráveis, a venda de maquinaria e equipamentos registrou uma queda de 5,2% em outubro, enquanto veículos e autopeças registraram um incremento de 3,5% nas vendas. O petróleo e seus derivados registraram declínio de 16,1% em outubro comparado ao mês anterior. As vendas somaram em outubro US$ 223,1 bilhões.
Efeito econômico será negativo se não houver recuperação
O Wholesale Inventories é divulgado aproximadamente no quinto dia útil do mês, sendo que os dados são referentes ao mês retrasado. O relatório de outubro indicou a continuidade da política queima de estoques que foi apontada como benéfica pelo Fed. Contudo, a queda das vendas deve restringir ainda mais a produção de bens comercializados no atacado norte-americano, afetando ainda mais o mercado de trabalho que já demonstrou em novembro a maior taxa de desemprego dos últimos seis anos.