Ata sinaliza que Fed finalizará o programa QE2 mesmo com melhora econômica

Santander, Barclays e Danske destacam a relutância dos membros e a melhora com relação às perspectivas de crescimento

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SÃO PAULO – Com um tom pouco mais otimista em relação à economia norte-americana, mas não menos cauteloso, a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), divulgada na terça-feira (4), não trouxe surpresas, avalia o Santander, na expectativa por modificações do QE2 (Quantitative Easing 2), programa de US$ 600 bilhões em compras de títulos aprovado pelo banco central dos Estados Unidos no final de 2010.

Esta oposição a mudanças, na visão de Barclays e Danske, deixa bem claro que, por ora, não haverá alterações no volume de compras de títulos em função da ligeira melhora relatada por alguns indicadores econômicos, como no caso dos gastos dos consumidores e corporativos, crescimento que se ofusca entre os dados do mercado imobiliário e de trabalho, ainda fragilizados.

Ou seja, o teor da ata da última reunião da autoridade monetária norte-americana demonstra que os membros do Fomc precisam ver uma significante melhora no cenário econômico para alterar a base do programa, ressalta o banco inglês.

Além da mensagem com relação ao QE2, é importante destacar as previsões otimistas do comitê para o resultado agregado do programa. Segundo os membros, ele será uma alavanca importante para a retomada do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2011, fato que, segundo o Barclays, revela quão acertada foi a decisão do Fomc em aprovar o programa.

Ainda falando em cenário econômico, os membros não deixaram de falar da inflação. Segundo aponta a ata, a percepção geral é de que a inflação deve continuar a níveis abaixo dos considerados consistentes por algum tempo. Entretanto, destaca o Danske, o risco de deflação está se exaurindo, mais um ponto positivo para a recuperação da economia norte-americana.

E para a próxima reunião?
Para a próxima reunião, a equipe do Danske acredita que não haverá modificações no programa de compra de títulos públicos, visto os dados mistos publicados e a relutância dos membros. Por conta disto, o banco não tem dúvidas que o Fed cumprirá seu plano e comprará os US$ 600 bilhões como projetado, mesmo ante as projeções de crescimento para a economia do país e melhora do mercado de trabalho ao longo deste ano.