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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) divulgou nesta quinta-feira (29) a ata de sua reunião realizada nos dias 20 e 21 deste mês de janeiro, quando, por cinco votos a três, optou por um corte de 100 pontos-base na taxa Selic, para 12,75% ao ano.
A postura da autoridade refletiu o consenso quanto às maiores incertezas em relação ao ambiente financeiro e às perspectivas para a inflação, como demonstra o documento publicado.
Inflação menor
Com base no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação do Banco Central, o comitê destacou que houve uma desaceleração a partir dos últimos meses de 2008, mas com indícios de reversão da tendência já neste mês.
Apesar de a inflação ainda estar acima do centro da meta, os membros constataram que houve um arrefecimento dos preços, principalmente das commodities, fazendo com que a projeção para 2009 sofresse ligeira queda em relação à última reunião, mais ainda acima dos 4,50%.
Para 2010, a estimativa de inflação recuou frente ao valor considerado no Relatório de Inflação de dezembro e se encontra sensivelmente abaixo do valor central de 4,50%. Já no cenário de mercado, sofreu ligeira elevação e se encontra em torno do valor central.
Economia externa preocupa
Na avaliação do Copom, as tendências contracionistas prevalecem em relação às pressões inflacionárias. A visão dominante continua apontando para a expansão, em ritmo modesto, da economia mundial em 2009, mas os membros não descartam a probabilidade de enfraquecimento das economias desenvolvidas, assim como das emergentes.
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“Os problemas do sistema financeiro internacional continuam sendo agravados por uma deterioração cíclica na qualidade do crédito”, afirma a ata, o que tende a reforçar a piora das condições financeiras.
E para a próxima reunião?
Além do arrefecimento da inflação doméstica, o comitê tomou como parâmetro para o corte as medidas de política monetária do Fed, que reduziu o juro para faixa entre 0% e 0,25%, demonstrando congruência nas decisões dos bancos centrais.
O Copom esclareceu que outro corte só ocorrerá caso haja um ajuste da inflação à meta estipulada, de forma a mitigar incertezas quanto ao ritmo dos preços e promover crescimento sustentável, sem problemas de expectativas.
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“O principal desafio da política monetária nesse contexto é garantir que os resultados favoráveis obtidos nos últimos anos sejam preservados”, diz a ata.