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SÃO PAULO – O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (8) a minuta de sua última reunião realizada em 18 de março, quando manteve o juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Como de costume, o documento mostrou a preocupação da autoridade com a difícil situação da maior economia do mundo.
De acordo com a ata, a decisão de manter a Fed Funds Rate no menor patamar de sua história foi atribuída às novas evidências que continuaram apontando um enfraquecimento da atividade econômica e uma redução das pressões inflacionárias no país.
Em suma, a opção feita pelo colegiado levou em conta os temores de uma piora do quadro recessivo enfrentado pela economia norte-americana. Neste sentido, a ata afirmou que “a maioria dos participantes enxergaram os riscos como predominantes no curto prazo”.
Desemprego entre os pontos críticos
Entre os pontos críticos citados, a deterioração do mercado de trabalho chama a atenção. Isso porque os membros do Fomc (Federal Open Market Committee) chegaram à conclusão de que a taxa de desemprego norte-americana deve crescer de forma significativa.
Além disso, colocaram o agravamento das condições de crédito, a trajetória declinante do consumo e os fracos indicadores sobre o setor imobiliários do país entre os itens que merecem atenção especial das autoridades, todos sentindo o peso dos impactos da crise internacional.
Dentro deste contexto, a minuta reforçou a percepção do comitê de que a economia do país só deverá começar a se recuperar a partir de 2010, quando as demais medidas de estímulo anunciadas pelo Fed tiverem surtido efeito.
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Entre estas medidas, a possibilidade de expansão dos empréstimos do Talf (Term Asset-Backed Securities Loan Facility) também foi discutida pelas autoridades, que não chegaram a um consenso sobre os eventuais benefícios e riscos trazidos pela medida.
Outras medidas
Cabe lembrar que, na última reunião, foi anunciada a compra de até US$ 300 bilhões em Treasuries de longo pela autoridade monetária. Paralelamente, o Fed decidiu ampliar seu orçamento para comprar US$ 750 bilhões adicionais em títulos com lastro em hipotecas, além de aumentar para US$ 200 bilhões o montante destinado à compra dos títulos de dívida das agências hipotecárias.
Com o comitê limitado em continuar com a flexibilização monetária tradicional, tais medidas têm por objetivo estimular a economia norte-americana e a liquidez no mercado de crédito.