Juros

Ata do Fed reduz chances de alta de juros nos EUA em junho

Apesar disso, o documento divulgado nesta quarta-feira (20) mostra que os integrantes do Fed acreditam que o momento fraco da economia do país seja apenas "transitório"

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SÃO PAULO – A ata da última reunião dos membros do Federal Reserve, realizada em 29 de abril, reduziu a possibilidade de que vejamos uma alta de juros nos EUA agora em junho, já que poucos membros da autoridade apoiaram este movimento. Apesar disso, o documento divulgado nesta quarta-feira (20) mostra que os integrantes do Fed acreditam que o momento fraco da economia do país seja apenas “transitório”.

Em março, praticamente todos os membros da autoridade se mostravam otimistas sobre a alta das taxas em junho, mas agora o sentimento é que talvez seja muito cedo para iniciar este movimento, principalmente após a surpresa de um PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco no primeiro trimestre. Se este cenário transitório se confirmar, a tendência é que os juros sejam elevados mais para o final deste ano, quando a economia deve voltar a crescer em ritmo mais forte.

A ata mostra que o Comitê tem pouca preocupação sobre o crescimento do país, mas alguns pontos deixam os integrantes do grupo atentos, como a produção industrial, o setor de habitação e investimentos. O PIB dos EUA cresceu apenas 0,2% nos três primeiros meses do ano, podendo ainda ser revisado para baixo. Para o segundo trimestre, o Fed de Atlanta espera um crescimento melhor, mas ainda fraco, de 0,7%.

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“Muitos dos participantes acham improvável que os dados disponíveis em junho irão fornecer uma confirmação suficiente de que as condições para um aumento das taxas terão sido satisfeitas, embora eles não descartem a possibilidade”, mostrou a ata. A discussão fica para como o Fed irá avisar o mercado, sendo que alguns integrantes defendem que antes da primeiro alta a autoridade deve deixar explícito para o mercado que irá dar “o primeiro passo”.