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SÃO PAULO – Na quinta-feira (25), o Copom (Comitê de Política Monetária) publicará sua ata relativa à reunião de 17 de outubro, quando a Selic foi mantida em 11,25% ao ano.
Entre comentários sobre a crise do subprime e sobre a inflação doméstica, economistas buscarão pistas sobre o futuro da política monetária brasileira. O Copom pretende voltar à flexibilização?
Retomando os cortes
“Na ata, o mercado buscará algum sinal sobre quando o processo de queda será retomado”, destaca Vladimir Caramaschi, economista-chefe da Fator Corretora. Como o Copom usou o termo “pausa”, é justo compreender o nível atual da taxa de juro como algo temporário.
Mas temporário até quando? Vladimir acredita que será “uma pausa relativamente breve”, embora não tão breve que se limite à decisão de outubro. Haveria, ao menos, mais uma manutenção: “É muito difícil que o BC volte a cortar o juro na próxima reunião”, julga o economista da Fator.
Pontual ou estrutural?
Vladimir Caramaschi projeta que “o Copom voltará a reduzir a Selic só a partir do primeiro trimestre de 2008”. Kelly Trentin, analista da corretora SLW, também acha que “não haverá mais cortes em 2007”.
Kelly espera que a ata traga informações mais detalhadas sobre o hiato até o PIB (Produto Interno Bruto) potencial e sua relação com o nível corrente da demanda agregada. “Eles terão de explicar melhor o que estão esperando para a evolução da demanda”.
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De fato, o eventual descompasso entre oferta e demanda ameaçaria o controle inflacionário muito mais do que pressões momentâneas de alimentos. Preocupações pontuais são coerentes com uma pausa sucinta. Preocupações estruturais não.