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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta quinta-feira (29) a ata de sua última reunião ocorrida nos dias 20 e 21 de julho, explicando quais foram os motivos que nortearam sua decisão de elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, para 10,75% ao ano – a terceira elevação consecutiva, contudo em um ritmo menor que o das duas anteriores.
Considerando os indicadores econômicos divulgados desde seu último encontro, o Copom apóia sua decisão na necessidade de reversão dos sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas. “A postura política monetária deve ser ajustada, haja vista que essa iniciativa contribui para a convergência entre o menor ritmo de expansão da demanda e da oferta”, afirmou o comitê.
Acerca da diminuição do ritmo de elevação da taxa básica de juro brasileira, o Copom se justifica ao afirmar que considera “decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno” e que, na atual conjuntura econômica, “o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo”.
Perspectivas
Considerando o cenário de mercado traçado pelo Banco Central, o comitê destacou que a projeção da inflação em 2010 reduziu-se frente às perspectivas da última reunião, mas que, contudo, ainda permanece “sensivelmente acima do valor central da meta” do CMN (Conselho Monetário Nacional) de 4,5%. Para 2011, o Copom afirmou que as estimativas diminuíram em relação ao valor considerado na reunião de abril, e agora se posicionam “ao redor do centro da meta”.
“A dinâmica das projeções de inflação vai ao encontro da visão expressa no último Relatório de Inflação, no sentido de que, apesar de as mesmas haverem se elevado entre março e junho, na margem, ou seja, em junho, havia sinais de reversão deste movimento”, revela a ata divulgada nesta sessão.
No tocante à economia internacional, o Copom destacou que a volatilidade e aversão ao risco continuam elevadas nos mercados externos, mas que, no entanto, recuaram desde a sua última reunião. Ademais, a autoridade monetária julga que a percepção de risco de crise sistêmica também mostrou arrefecimento neste intervalo.
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Sinalizações
“O Copom orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação, a análise de diversos cenários alternativos para a evolução das principais variáveis que determinam a dinâmica prospectiva dos preços e o balanço do risco associado às suas projeções”, disse o comitê.
Na ata divulgada nesta quinta-feira, os membros reiteraram ainda sua impressão de que a demanda doméstica ainda se apresenta robusta, notadamente, devido a fatores como o crescimento da renda e a expansão do crédito. Assim, fica a expectativa para a próxima reunião do Copom, já agendada para o dia 31 de agosto.