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SÃO PAULO – Mais uma semana chega ao fim no mercado nesta sexta-feira (5) que foi agitada pelo aguardo das decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), que definiu aumento de 0,5 ponto percentual para a Selic, que passou a 11,75% ao ano. Entre os dias 8 e 12, o investidor aguardará a divulgação da ata do Copom, que trará mais detalhes sobre o aumento e as indicações do ritmo de aumento da taxa básica de juros.
A semana que vem promete ser tranquila, com a divulgação da balança comercial na segunda-feira, enquanto o investidor aguardará na quarta o PIB mensal brasileiro. Na quinta-feira, a ata do Copom detalhará o aumento da Selic, e, fechando a semana, na sexta-feira serão divulgados os dados da produção industrial da China e da Zona do Euro.
Veja os eventos que agitarão a próxima semana:
1) Ata do Copom
De acordo com o economista Clodoir Vieira, da Compliance, o principal indicador que o mercado deverá ficar de olho será na ata do Copom, já que “mesmo que todos já saibam sobre o aumento na taxa básica de juros, a ata permanece importante pois além de especificar o motivo do aumento, trará um parecer sobre a continuidade ou não dos aumentos. Este será o principal fator a ser aguardado pelo investidor”, esclareceu Clodoir.
De acordo com os economistas Caio Megale e Fernando Barbosa, do Itaú Unibanco, “o comunicado que acompanhou a decisão surpreendeu, na medida em que sinalizou, a nosso ver, um ciclo curto de alta de juros à frente, a um ritmo de, no máximo, 0,50 pontos percentuais por reunião. Na próxima reunião, em janeiro, acreditamos que o Copom ainda deve elevar a Selic em 0,50 pontos percentuais”.
Os economistas ainda acrescentam que “a inflação segue elevada e a recente depreciação da taxa de câmbio tende a pressionar os preços da economia, mesmo num ambiente de crescimento fraco e commodities em baixa. Desta forma, mantemos nosso cenário de uma alta adicional da Selic de 0,50 pontos base em janeiro, e um ajuste final de 0,25 em março, levando a taxa para 12,50%”.
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2) Produção industrial chinesa
Ainda no radar da semana que vem, Clodoir diz que os dados da produção industrial da China também deverão guiar o humor dos investidores entre os dias 8 e 12, já que dados favoráveis podem beneficiar a Vale e vice-versa. Clodoir relembra que a companhia possui grande peso na carteira teórica do Ibovespa.
Para os economistas Thaís Marzola, Rafael Bistafa, Leonardo França Costa e Eduardo Soares, da Rosenberg Associados, “os dados chineses devem seguir a tendência prévia. Os preços devem continuar oscilando bastante abaixo da meta de 3,5% do Banco Central chinês em vistas da desaceleração da atividade interna, enquanto o comércio exterior do país tem o saldo comercial impulsionado através da desvalorização do renminbi (moeda chinesa) nos meses anteriores”.
Eles ainda acrescentam que “os preços devem continuar oscilando bastante abaixo da meta de 3,5% do Banco Central chinês em vistas da desaceleração da atividade interna, enquanto o comércio exterior do país tem o saldo comercial impulsionado através da desvalorização do renminbi (moeda chinesa) nos meses anteriores”.
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3) Balança Comercial
De acordo com Clodoir, os dados da balança comercial não devem ser tão acompanhados pelo mercado quanto os outros dois itens acima, porém, ainda assim, vale acrescentar a visão dos economistas do Itaú Unibanco, que destacam que “em novembro, a balança comercial mostrou déficit de US$ 2,35 bilhões, inferior às estimativas do banco(déficit de US$ 2,7 bilhões) e ao consenso de mercado (déficit de US$ 2,5 bilhões). Ajustado sazonalmente, o mês registrou déficit de US$ 1,1 bilhão, reduzindo a média móvel trimestral dessazonalizada e anualizada, que passou de um déficit de US$ 11,5 bi para um déficit de US$ 15 bi. O saldo acumulado em doze meses também se contraiu, saindo de um superávit US$ 2,5 bi para um déficit de US$ 1,6 bi, o primeiro resultado negativo desde 2001”.
4) Joaquim Levy
Ainda de acordo com o economista da Compliance, o mercado segue de olho no cenário político, já que o novo ministro da Fazenda deverá assumir semana que vem. O economista ressalta que “Joaquim Levy não iria assumir antes da votação sobre o compromisso fiscal”. Portanto, para o economista, o mercado seguirá de olho nos próximos discursos e medidas do novo ministro.