Ata do Copom é clara e mostra que ciclo de cortes da Selic ainda não terminou

Porém, intensidade dos cortes poderá ser reduzida, mas não descarta convergir a Selic aos seus menores níveis históricos

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta quinta-feira (15) a ata da sua última reunião que aconteceu em 6 e 7 de março, quando reduziu a taxa básica de juro em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano.  Foi a quinta vez que a Selic é reduzida durante o Governo de Dilma Rousseff, chegando ao menor patamar desde abril de 2010, quando estava em 9,5% ao ano. Desde agosto de 2011, a Selic já caiu 275 pontos-base.

Neste sentido o documento deixa no ar a ideia de que o ciclo de redução da Selic pode ainda não ter cessado. “O Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos”, destacou a ata.

Porém, o documento também diz que a intensidade dos cortes poderá ser moderada daqui para frente, ou peder a intensidade, dada a preocupação do Comitê com o aumento da inflação. “Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação a essa trajetória”.

Risco externo permanece
Ao final da ata, a autoridade monetária, no entanto ,enxerga um agravamento da economia mundial em relação à seu último encontro, e que “os riscos para a estabilidade financeira global se mantiveram elevados, em particular, os derivados do processo de desalavancagem em curso nos principais blocos econômicos”.

Segundo o documento há grandes chances “de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado”.

Selic próxima das mínimas históricas
Sendo assim, o recado para os mercados é claro: a autoridade não temerá reduzir ainda mais a taxa de juro. “Diante do exposto, e considerando os valores projetados para a inflação e o balanço de riscos associado, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”, conclui o documento.

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A próxima reunião do Copom está marcada para 17 e 18 de abril.