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SÃO PAULO – Associações de criptomoedas e blockchain da Rússia, China e Coreia do Sul estão planejando entrar com uma ação coletiva contra as grandes empresas da internet que baniram recentemente os anúncios de moedas digitais, caso do Facebook, Google e Twitter, além do Yandex (uma espécie de Google da Rússia). Durante uma conferência eles decidiram levar a questão para a Justiça dos Estados Unidos.
A ação será enviada em maio para a corte americana pela recém-fundada EBA (Eurasian Blockchain Association), que é uma união das associações de criptomoedas da Rússia, Coreia e China.Um fundo especial será criado para financiar todo o processo jurídico, que pode receber apoio por meio de doações.
A recusa quase que simultânea destas empresas em veicular anúncios relacionados a criptomoedas pode indicar a existência de um cartel, segundo o presidente da associação russa, Yuri Pripachkin. “Acreditamos que estas quatro companhias estão utilizando seu monopólio para manipular o mercado”, afirmou.
O movimento de banimento de propagandas teve início com o Facebook, no fim de janeiro, seguido pelo Google no início deste mês e mais recentemente o Twitter, após boatos que duraram mais de uma semana. As decisões afetaram os preços das criptomoedas, que estão em forte queda nas últimas semanas, mas não foram o único fator para a derrocada.
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Esta mudança mostra a tendência entre os grandes meios da internet de ir contra o mercado de moedas digitais. A ideia é tentar coibir a divulgação de pirâmides e esquemas ilegais, mas isso tem criado um problema muito maior, já que, em vez de criar um critério e ampliar a segurança, estas empresas estão simplesmente banindo todo mundo.
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Apesar de não ser algo que pode acabar com as criptomoedas, a proibição de anúncios pesa bastante no mercado porque reduz uma parte vital da definição dos preços: a demanda. A entrada de novos investidores no mercado tem grande influência na alta das cotações do bitcoin e outros ativos, mas ao reduzir a exposição das moedas na mídia, a tendência é que menos pessoas invistam, pressionando os preços.