Europa e Ásia

Ásia sobe e Nikkei renova máxima em 15 anos; Europa olha para Draghi e Alemanha

O índice de Xangai também deu continuidade ao rali da sessão anterior, provocado por expectativas de estímulos, e subiu quase 3%

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SÃO PAULO –  Os índices acionários asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, após Wall Street marcar outra máxima recorde diante de expectativas quase totais de que o Federal Reserve não deve elevar a taxa de juros em junho.

O índice de Xangai deu continuidade ao rali da sessão anterior, provocado por expectativas de estímulos, e subiu quase 3%. Na semana, o índice marcou alta de 8,1 por cento, maior avanço desde o início de dezembro.

A bolsa de Tóquio, através do índice Nikkei, por sua vez, alcançou a máxima em 15 anos. As ações japonesas foram impulsionadas nesta semana pelo crescimento melhor que as estimativas de analistas no primeiro trimestre. Como amplamente esperado, o banco central japonês deixou a política monetária inalterada e disse que a economia japonesa está melhorando.

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Na Europa, o dia é misto, de olho principalmente para os dados da economia alemã. O PIB da maior economia da zona do euro cresceu 1% no primeiro trimestre de 2015 na comparação anual, em linha com a previsão. Enquanto isso, o índice Ifo de sentimento das empresas no país caiu a 108,5 em maio, levemente acima da previsão de mercado.

Atenção também para a fala do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, que destacou que as perspectivas para a economia da região parecem mais “brilhantes” hoje do que nos últimos sete anos. Porém, destacou que parte das perdas com a crise poderão se tornar permanentes. 

Fala do Fed
O presidente do Federal Reserve de São Francisco, John Williams, afirmou hoje que regras para a política monetária podem ser benéficas, mas trazem alguns problemas.

Um deles é que, para serem efetivas, elas precisam dizer o que o Fed faria no momento em que precisasse reduzir os juros de curto prazo para próximo de zero, como em momentos de crise econômica. “Não há dúvidas de que iremos chegar a esse ponto” em algum momento no futuro, disse Williams. 

(Com Reuters e Agência Estado)