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SÃO PAULO – A semana que chega ao fim foi marcada pela divulgação de diversos indicadores importantes, especialmente nos Estados Unidos. Na próxima, do plano externo não devem chegar grandes novidades no que se refere à agenda econômica, mas por aqui a política monetária concentrará as atenções já que está marcada mais uma reunião do Copom.
Recentemente, as apostas de que o Comitê de Política Monetária deverá soltar um pouco a mão ao decidir os próximos cortes no juro básico têm ganhado forças, movimento que tem respaldo no cenário benigno para inflação doméstica e, agora, na ampliação do movimento de desvalorização do dólar.
Isso porque o real mais valorizado ajuda a manter sob controle os preços dos produtos importados, aspecto que inclusive foi destaque da última ata do colegiado, que justificou o “desacordo” entre os membros do comitê quanto à magnitude da redução na Selic mais adequada naquele momento.
Inflação ainda merece atenção
Mas, muito embora o discurso de que, no Brasil, a inflação não tem sido mais um motivo de grande preocupação esteja cada vez mais amplo, em encontro realizado nesta sexta-feira, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirmou que a inflação brasileira ainda está, de alguma forma, em patamar que merece atenção.
Na próxima semana, além da reunião do Copom, os investidores também conhecerão o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), medida oficial da inflação brasileira, referente ao mês de maio. Segundo a última edição do relatório Focus, o mercado espera uma variação de 0,20% nos preços.