As três razões que fazem a XP recomendar compra para o S&P 500

Para os analistas, o mercado americano oferece combinação atrativa de crescimento, rentabilidade e qualidade

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A monetização de investimentos em infraestrutura digital e em inteligência artificial de empresas do S&P 500 tem sido um dos pontos de dúvidas para analistas sobre o potencial de crescimento do índice.

Para analistas do Research da XP, o fator é uma das justificativas para recomendar compara o S&P 500, em relatório de início de cobertura.

Para Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do Research, e os estrategistas global, Maria Irene Jordão, e de ações, Raphael Figueredo, o mercado americano oferece combinação atrativa de crescimento, rentabilidade e qualidade.

“Embora os valuations atuais exijam maior disciplina na execução e reduzam a margem para erros, não vemos evidências de que sejam suficientes para interromper o ciclo de alta por si só. Pelo contrário, com múltiplos estáveis, a entrega do crescimento de lucros é suficiente para sustentar os retornos, e uma melhora de visibilidade macroeconômica e geopolítica abriria espaço para contribuição adicional dos múltiplos”, dizem os analistas.

Múltiplos atraentes

O aumento de juros reais unido às pressões inflacionárias e a maior incerteza macroeconômica tornam os múltiplos mais atraentes e esse é um dos argumentos para apostar no índice. A conjunção de fatores comprimiu os valuations, segundo os analistas, e garantem já múltiplos alinhados com um ambiente mais desafiador. Assim, o nível apresentado atualmente parece sustentável considerando projeções de rentabilidade das companhias e sem dependência de melhora do ambiente macro.

Crescimento dos lucros

As estimativas do Research apontam para continuidade no crescimento dos lucros, com expansão de resultados nos próximos anos. Os ganhos, tanto de produtividade quanto de receita, seriam apoiados por manutenção de margens elevadas e pelos avanços da inteligência artificial.

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Monetização de investimentos em IA

Além dos ganhos das companhias, a visão dos analistas é que o forte ciclo de investimentos em infraestrutura e inteligência artificial será convertido em novas receitas, ganhos de eficiência e vantagens competitivas. Isso garantiria a preservação dos retornos sobre capital investido, outro ponto relevante na análise positiva para o índice.

Já entre os riscos que os analistas citam, está o potencial inverso de IA. A potencial baixa penetração corporativa da inteligência artificial aparece como uma das ameaças ao crescimento dos lucros no índice.

“Caso o forte ciclo de investimentos em inteligência artificial não se converta em monetização na velocidade esperada, ou caso o ambiente macroeconômico imponha maior pressão sobre crescimento e margens, o mercado pode enfrentar simultaneamente revisões negativas de lucro e compressão de múltiplos”, dizem.

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A continuidade de conflitos geopolíticos também é citada, ainda que a situação atual do índice permita que o ambiente siga desafiador. E, por fim, o endividamento elevador das companhias americanas também segue entre os pontos acompanhados.

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Camille Bocanegra
Mercados | Mundo | Onde Investir

Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.