As empresas e setores da Bolsa que mais pagaram dividendos em 2015

No total, 233 empresas de capital aberto distribuíram R$ 63,0 bilhões em dividendos e JCPs em 2015, enquanto no ano anterior foi distribuído R$ 88,6 bilhões

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SÃO PAULO – O volume de dividendos e juros sobre capital próprio distribuídos pela Ambev (ABEV3) em 2015 foi o equivalente ao distribuído pelos 23 bancos de capital aberto. No total, segundo levantamento da consultoria Economatica, 233 empresas de capital aberto distribuíram 28,9% a menos em dividendos e JCPs em no ano passado em relação a 2014. O levantamento foi feito entre 2008 e 2015 e foram consideradas somente as empresas que têm dados disponíveis em todos os anos da amostra.

Estas 233 empresas distribuíram R$ 63,0 bilhões em dividendos e JCPs em 2015, enquanto no ano anterior foi distribuído R$ 88,6 bilhões. A mesma análise sem a Petrobras mostra queda de 21,1% no ano de 2015 com relação a 2014.

Segundo a Economatica, o setor bancário, com 23 instituições, foi o setor com o maior volume de dividendos e JCPs distribuídos em 2015, com R$ 11,6 bilhões, uma queda de 35,7% em um ano. Em sete dos oito anos analisados pela Economatica o setor bancário foi o que teve o melhor desempenho entre todos os setores. Em 2009 o setor de petróleo e gás liderou a lista.

Considerando individualmente todas as empresas de capital aberto e não somente as 233 da amostra anterior, em 2015 a Ambev é a empresa que distribuiu o maior valor de dividendos e JCPs. Entre as 20 empresas com maior valor distribuído são quatro do setor de energia elétrica, seguidas por três do setor bancário.

O volume de dividendos e JCPs distribuídos pela Ambev em 2015 foi de R$ 11,6 bilhões, valor 4,7% menor em relação ao volume do ano de 2014. Como comparação da evolução, em 2008 a empresa distribuiu R$ 2,9 bilhões.

O volume de dividendos e JCPs distribuídos pela Ambev no ano de 2008 era equivalente a 24,4% do total distribuído pelos 23 bancos da amostra, já em 2015 a empresa distribuiu o equivalente a 98,5% dos mesmos bancos.

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Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.