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SÃO PAULO – Com a vitória de Dilma Rousseff (PT), o mercado trabalha com um cenário bem pessimista na Bolsa na segunda-feira (26), que vinha mostrando euforia a cada indicação de mudança de governo – o chamado “call” binário que vinha fazendo “preço” nos principais ativos da Bolsa há longos meses. Para o analista Flavio Conde, da Gradual Investimentos, o Ibovespa deve cair 15%, sendo 10% na primeira meia hora.
Com o cenário de reeleição, todos os ativos que vinham subindo por conta de especulações eleitorais devem apresentar forte queda, em destaque petróleo, financeiro e elétrico, com ações da Petrobras (PETR3; PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3; BDDC4) e Eletrobras (ELET3; ELET6), entre as principais, comentou o analista.
Apesar do dia negativo, Conde disse que não é hora de vender para quem trabalha com cenário de médio e longo prazo. “Quem comprou pensando em um prazo mais longo não deve vender amanhã”, alerta.
Em contrapartida, ativos de empresas com perfil exportador devem ganhar bastante. Um relatório do UBS apontava o câmbio na faixa de R$ 2,60 e R$ 2,70. Entre as ações, destaque para Embraer (EMBR3), Fibria (FIBR3), Suzano (SUZB5) e Braskem (BRKM5). Por sua vez, as ações que têm exposição do custo à moeda americana devem sofrer, como é o caso da Gol (GOLL4)
As ações que mais vão sofrer com a vitória de Dilma: