As ações que ganharão e perderão peso no Ibovespa; OGX pode representar só 0,06%

Bank of America Merrill Lynch e Set Investimentos acreditam que empresas com maior valor de mercado são as grandes beneficiadas com a nova metodologia do índice divulgada pela BM&FBovespa

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(SÃO PAULO) – O Bank of America Merrill Lynch fez uma simulação do impacto das mudanças anunciadas na noite desta quarta-feira pela BM&FBovespa para a metodologia de cálculo do Ibovespa. A principal alteração foi passar a dar um peso maior ao valor de mercado das ações negociadas para definir a composição do índice.

As mudanças acontecerão em duas etapas, uma em janeiro e outra em maio. O BofA afirma que ainda não é possível saber com precisão qual será o peso exato de cada papel, mas já é possível fazer uma estimativa. Ações como Tractebel ordinária (TBLE3), Vale ordinária (Vale3), Bradesco ordinária (BBDC3), Embraer (EMBR3) e Estácio (ESTC3) estão entre as grandes beneficiadas.

Já as maiores perdedoras serão as ações de LLX (LLXL3), V-Agro (VAGR3), Rossi (RSID3), Gol (GOLL4) e OGX (OGXP3). O peso da OGX pode cair para apenas 0,06% do índice em maio, o que poderia provocar uma forte correção de preços, uma vez que os fundos passivos que seguem o Ibovespa são hoje os maiores detentores das ações em circulação no mercado. A tabela abaixo mostra as estimativas do BofA:

Viva do lucro de grandes empresas

Tiago Reis, sócio da Set Investimentos, afirma que as empresas com maior valor de mercado da bolsa deverão ser as grandes beneficiadas pela mudança, uma vez que o peso dessas empresas no índice será maior a partir de 2014.

Empresas muito valiosas e com menos de 2% de participação no Ibovespa atual – como Ambev, BRF, CCR, Ultrapar, Cielo, Vivo e BB Seguridade – estão entre suas apostas para aumento de participação no Ibovespa nos próximos quadrimestres.