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SÃO PAULO – O pessimismo atingiu o mercado com força nesta quinta-feira (20), sendo que durante a manhã 69 das 71 ações do Ibovespa operaram com perdas, com o índice recuando 4%. Porém, durante a tarde, o benchmark ganhou força – enquanto no exterior as bolsas aumentavam as perdas – levando diversos papéis a virarem e encerrarem com fortes altas.
O destaque do dia ficou com as ações do Grupo EBX, de Eike Batista. A OGX Petróleo (OGXP3) foi a única que se manteve em alta durante a tarde, encerrando com forte alta de 11,54%, a R$ 0,87, após chegar a recuar 3,85%, a R$ 0,75 durante a manhã. Um dos grandes fatores que favoreceram a companhia foi o anúncio, na véspera, do cancelamento da da OPA (Oferta Publica de Aquisição) para fechamento de capital da CCX Carvão (CCXC3, R$ 0,80, -37,50%).
Revertendo as fortes perdas registradas no início da sessão, os papéis da LLX Logística (LLXL3), que chegaram a cair 11,65%, dispararam e fecharam com alta de 16,50%, cotada a R$ 1,20. Seguindo o mesmo movimento, os ativos da MMX Mineração (MMXM3) também encerrou o dia com forte valorização de 13,60%, a R$ 1,42, após atingir mínima de 10,40%, aos R$ 1,12.
Imobiliárias acompanham virada da bolsa
Durante boa parte da sessão, o destaque negativo ficou com o setor imobiliário, que operou entre as maiores perdas durante a tarde. Porém, a virada no final do pregão levou junto os papéis do setor. As ações da Gafisa (GFSA3), após caírem 8,28%, para R$ 2,66, durante a mínima do dia, viraram e encerraram com alta de 4,83%, a R$ 3,04.
Já os ativos da Rossi (RSID3), que chegaram a recuar 10,96%, a R$ 2,68 no pior momento da sessão, conseguiram encerrar o dia com valorização de 2,33%, cotados a R$ 3,08. MRV (MRVE3, R$ 6,68, +2,61%), Brookfield (BISA3, R$ 1,52, +3,40%) e Cyrela (CYRE3, R$ 15,95, +1,85%) também conseguiram fechar com alta.
Com mais forças que seus pares, a PDG Realty (PDGR3) foi a única do setor que conseguiu se manter em alta desde o início da tarde, encerrando o pregão com alta de 5,34%, a R$ 2,17, após chegar a cair 4,37%, para R$ 1,97 na mínima do intraday.
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Fibria e Suzano sobem favorecidas pelo dólar
Entre as maiores altas do benchmark, destaque também para os ativos da Fibria (FIBR3) e da Suzano (SUZB5), que avançaram 4,34% e 3,25%, respectivamente, cotadas a R$ 25,00 e R$ 7,95. Ambas as companhias possuem um perfil mais voltado para a exportação de celulose, ao contrário da Klabin (KLBN4, R$ 10,81, +0,75%), que acaba perdendo a preferência dos investidores nesse momento.
No pior momento, as ações da Fibria foram as que mantiveram melhor desempenho dentre as ações do índice, atingindo recuo de 1,71%, a R$ 23,55. Na semana, os ativos da companhia acumulam ganhos de quase 12,6%, enquanto o Ibovespa atinge recuo de 2,3% no mesmo período.
O pessimismo do mercado, principalmente no exterior, fez com que o dólar fechasse mais uma vez com forte alta de 1,69%, atingindo R$ 2,2580 na venda, o que favorece ainda mais as duas empresas.
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Marfrig também é ajudada pelo câmbio
Assim como as duas companhias de papel e celulose, a Marfrig (MRFG3) também viu suas ações subirem com força favorecidas pelo movimento do câmbio. Com isso, os papéis encerraram esta quinta com alta de 6,67%, cotados a R$ 6,88. Mesmo assim, a companhia segue pra terminar a semana com desvalorização: até o momento, a queda acumulada é de 8,14%.