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SÃO PAULO – Com a proximidade da Copa do Mundo, diversas instituições financeiras e agências de classificação de rating já traçaram um cenário que não parece ser muito positivo para a economia brasileira, apesar de acharem que o País será o grande campeão. A expectativa é que o impacto do evento seja de apenas 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo cálculos da Moody’s. Porém, apesar do ambiente não ser animador, alguns setores podem se beneficiar com o evento, conforme aponta o Goldman Sachs em relatório.
Enquanto a equipe de análise do evento espera que o Brasil vença a Argentina na grande final da Copa, dia 13 de julho, os setores de serviços financeiros, como bancos e adquirentes devem ser os “perdedores” do evento. Isso porque as empresas do setor devem sentir o impacto negativo de um menor número de dias trabalhados, o que deve ter um impacto em companhias telefônicas.
Como o esperado, a Copa deve aumentar o volume consumido de cervejas e refrigerantes, enquanto o controle mais rigoroso nas fronteiras devido ao evento e um melhor portfólio podem ajudar os produtores de cigarros. O setor de bens duráveis deve ter um primeiro semestre em meio às vendas mais fortes de televisão, enquanto as varejistas que comercializam vestuário devem sofrer. Os feriados também podem afetar a distribuição para produtores locais de alimentos, levando a custos adicionais para a companhia.
Enquanto isso, o setor de commodities e as exportadoras devem ter um impacto pouco significativo, caso das produtoras de celulose, mineradoras e empresas exportadoras de alimentos, assim como as varejistas online. Os fabricantes de aço, por sua vez, podem sofrer com a atividade mais fraca, em particular aqueles que se concentram no mercado local.
Para as companhias aéreas, distribuidoras de energia e empresas de painéis de madeira, o impacto deve ser ligeiramente negativo, em grande parte derivada de níveis mais fracos da atividade econômica. Para as aéreas, apesar do aumento do turismo, com cerca de 600 mil estrangeiros sendo esperados para visitar o País, o número de viagens de negócios domésticas deve cair, o que pode afetar a Gol (GOLL4).
Quais ações e quais setores serão impactados pela Copa do Mundo?
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| Negativo | Neutro | Positivo |
| Bancos: há uma correlação entre números de dias trabalhados e renda com juros, o que pode ser negativo para as receitas do setor e afetar as instituições. Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) devem ser os mais afetados do que o Itaú Unibanco (ITUB4). | O setor de varejo online deve ter um impacto neutro, entre elas B2W (BTOW3), Via Varejo (VVAR11), Magazine Luiza (MGLU3) e Pão de Açúcar (PCAR4).As campanhas de vendas de artigos esportivos podem ser ofuscadas pelas dificuldades logísticas durante o evento. | Para as companhias produtoras de bebidas, o impacto deve ser positivo, mantendo o forte momento de consumo em uma época mais fraca sazonalmente. Além de Ambev (ABEV3), Coca Cola deve se beneficiar. |
| Empresas de varejo de vestuário, caso da Lojas Renner (LREN3), Hering (HGTX3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3) e Le Lis Blanc (LLIS3) podem ser prejudicadas com o fechamento de lojas durante os jogos e até mesmo pelas manifestações, que podem diminuir o tráfego. | Companhias de seguro: o impacto não é exatamente claro, uma vez que a atividade menor deve afetar as receitas, mas que pode ser compensado por uma demanda maior por seguros contra roubo. | Via Varejo (VVAR11) e Magazine Luiza (MGLU3) devem se beneficiar com a alta das vendas de eletrônicos, especialmente de televisores. |
| Para o setor de telefonia, os feriados extras podem impactar a demanda por telefonia móvel e fixa (principalmente de empresas). A TV paga também deve sofrer com menores adesões e uma menor força de trabalho para instalações uma vez que não haverá expediente nos dias de Copa. | O impacto para o setor de óleo e gás é de neutro para levemente positivo. A Petrobras (PETR3;PETR4) deve seguir impactada pelo fato dela arcar com o petróleo subsidiado, mas sem grandes mudanças durante o evento. | Para empresas de varejos de alimentos, como é o caso do Pão de Açúcar (PCAR4), o evento também deve impulsionar os resultados com as vendas de bebidas e alimentos. |
| A produção industrial mais fraca deve gerar impacto negativo para as siderúrgicas, com os maiores impactos sendo observados nos fornecedores de autopeças. | Para as geradoras e distribuidoras de energia, o impacto deve ser neutro e de neutro a negativo, respectivamente. | O setor de cigarro e tabaco também podem se beneficiar da Copa, de duas maneiras: um aumento do consumo durante os jogos e um efeito positivo com a venda de marcas mais caras para turistas e, com uma maior segurança de fronteira, haverá maior apreeensão de cigarros ilegais, o que pode favorecer empresas como a Souza Cruz (CRUZ3). |