As 7 Magníficas seguirão como destaque? Mercado espera respostas nos balanços do 4T25

Temporada representará outro teste importante para as grandes techs e para o setor de inteligência artificial (IA)

Lara Rizério

Informações sobre as ações da Meta no Nasdaq MarketSite em Nova York, EUA, na quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022. Grandes lucros do setor de tecnologia provocaram algumas oscilações extremas nos preços das ações nesta temporada, com as expectativas de Wall Street aparentemente desalinhadas com a realidade das empresas. Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg
Informações sobre as ações da Meta no Nasdaq MarketSite em Nova York, EUA, na quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022. Grandes lucros do setor de tecnologia provocaram algumas oscilações extremas nos preços das ações nesta temporada, com as expectativas de Wall Street aparentemente desalinhadas com a realidade das empresas. Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg

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A temporada de resultados dos EUA do quarto trimestre de 2025 (4T25) ganha força nos próximos dias e, como já esperado, o mercado fica muito de olho nas empresas de tecnologia.

Conforme aponta o Goldman Sachs, a temporada representará outro teste importante para as grandes techs e para o setor de inteligência artificial (IA). “A trajetória dos gastos de capital em IA estabelecida neste trimestre terá implicações significativas para as perspectivas de lucro e o desempenho das ações de infraestrutura de IA. As estimativas de consenso mostram que o crescimento dos gastos de capital dos hyperscalers [grandes provedores de serviços de nuvem, como AWS, Azure, Google Cloud] desacelerará de alta de 75% no 3º trimestre para 54% no 4º trimestre e para 24% até o final de 2026”, avalia.

Em relatório, a XP Investimentos questiona se as “Big Techs” ainda “são tudo isso” e aponta que, em grande parte de 2025, esperava-se que a desvalorização do dólar no período ajudasse as Big Techs a impulsionar seus resultados.

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Em parte, o movimento se concretizou, mas não o suficiente para superar a resiliência das demais companhias do S&P 500.

“Porém, no 4T25 já não podemos contar tanto com esse fator, dada a acomodação do DXY [índice de dólar frente a uma cesta de moedas] no período. Além disso, é perceptível que o crescimento das Magnificent 7 passa por um processo de desaceleração”, avalia a equipe de estratégia.

A Magnificent 7 é formada por Alphabet (GOOGL), Amazon (AMZN), Apple (AAPL), Meta Platforms (META), Microsoft (MSFT), Nvidia (NVDA) e Tesla (TSLA).

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A XP ressalta ser impressionante o fato de ser estimado que apenas 7 empresas representem cerca de 62,5% do crescimento total do índice. Porém, não seria sustentável esperar que a Nvidia, por exemplo, seguisse com crescimento interanual de 3 dígitos por muito tempo, e a XP vê que, ao final do trimestre, talvez as Big Techs não consigam superar em tanto a resiliência das demais companhias americanas.

Olhando para o 4T25, a expectativa é que as Big Techs do setor, como Nvidia e Microsoft, continuem impulsionando sua performance. A temática de inteligência artificial deve seguir proeminente.

“No entanto, a capacidade das companhias do setor de gerarem aumento sustentável de receita relacionada a AI ainda tem sido menos importante que os guidances divulgados, em especial para Capex”, avalia.

Na visão da Raymond James, o setor de tecnologia segue como um motor positivo, também impulsionado por investimentos incessantes em IA. “Nos próximos três trimestres, os lucros das mega techs devem superar o mercado amplo em mais de 15% a cada trimestre. Em resumo: a tecnologia permanece o motor do crescimento do EPS do S&P 500 — e a Raymond continua otimista com o setor neste ano”, avalia a casa.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.