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SÃO PAULO – Em dia agitado na Bolsa, 16 ações chamaram atenção no pregão desta quinta-feira (26). O holofote do mercado fica com a Vale (VALE3; VALE5), que fechou entre as maiores altas do Ibovespa, depois do minério de ferro bater a máxima de quase um mês no mercado à vista da China, em meio ao otimismo sobre a economia do país melhorando as perspectivas sobre a commodity.
Embora não reflita tanto nas ações nesta sessão, a CSN teve dia agitado com o anúncio de interesse em participar de uma concorrência privada para a compra de ativos nos Estados Unidos e o comunicado sobre um novo programa de recompra de ações. No ano, esse é o quarto programa que a siderúrgica anuncia. As ações operavam com leve queda nesta tarde. No setor, Gerdau (GGBR4, -1,90%, R$ 13,39), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, -2,13%, R$ 16,11) e Usiminas (USIM5, -1,49%, R$ 7,91) registravam queda superior a 1%.
Ainda do lado negativo do Ibovespa, destaque para as ações da Natura (NATU3, -3,35%, R$ 38,10), que aparecem como a maior perda do índice. Na sequência, a BRF (BRFS3) vê suas ações caírem 1,55%, a R$ 52,18.
Confira os principais destaques do dia:
Vale (VALE3, +2,37%, R$ 29,34; VALE5, +2,17%, R$ 26,38)
A Vale vê suas ações subirem mais de 2%, enquanto os papéis da Bradespar (BRAP4, +2,47%, R$ 20,36), holding que detém ações da mineradora, avançam forte também. Segundo fontes, a Vale estaria oferecendo descontos em carregamentos de minério para a China. O movimento segue o forte corte de preços da Rio Tinto e da Fortescue Metals Group para o minério de qualidade inferior, e indica que a China está ganhando mais poder sobre os preços após um ano de reclamação de que os custos eram muito altos. De acordo com as fontes, a Vale estaria oferecendo a alguns clientes um desconto de US$ 2,50 por tonelada, incluindo custo e frete. Para a XP Investimentos, esse desconto deve manter os resultados da mineradora pressionados tanto no segundo quanto no terceiro trimestre deste ano. A corretora prefere não ter exposição ao papel da Vale neste momento.
CSN (CSNA3, 0,0%, R$ 9,56)
As ações da CSN (CSNA3) abriram o pregão em leve alta nesta quinta-feira (26), mas fecharam o pregão com operação estável. A siderúrgica informou hoje cedo que vai participar de concorrência privada para compra de ativos da OAO Severstal nos Estados Unidos. Além disso, a empresa anunciou um novo programa de recompra de até 26.781.661 ações, o que representa 3,2% das ações em circulação no mercado. O prazo para a operação é de um mês, a iniciar hoje.
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Vale mencionar que esse é o quarto programa de recompra anunciado pela empresa em três meses. O anúncio desse último ocorre na mesma época em que se encerraria o terceiro programa. Até o momento, a empresa não informou quantas ações foram recompradas nos programas anteriores, mas nos comunicados de 13 de março (1° programa), do dia 15 de abril (2° programa), no dia 23 de maio (3° programa) e no último programa (hoje), a CSN afirmou que possuía 702.056.615 ações em circulação no mercado, ou seja, não houve alteração nas divulgações.
O que dá para observar nesse período também é que a empresa vem reduzindo drasticamente o tamanho do programa. No primeiro, finalizado em 14 de abril, a empresa tinha o objetivo de recomprar até 70.205.661 ações. No segundo, que terminou no dia 23 de maio, a intenção era de recomprar até 67.855.661 ações. No terceiro, o objetivo era de até 58.326.161 ações. Já no último, a intenção de empresa é recomprar apenas 38% do divulgado em seu primeiro programa de recompra anunciado este ano.
Dasa (DASA3, -0,14%, R$ 14,33)
As ações da Diagnósticos da América chegaram a operar em alta nesta sessão, mas viraram e fecharam com leve queda no pregão desta quinta-feira. A empresa informou que uma ação pública movida contra companhia pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro foi julgada improcedente em primeira instância. A ação, que também cita sua controlada Laboratórios Médicos Dr. Sérgio Franco, questiona a legalidade da contratação de empresas médicas especializadas na área de exames de apoio diagnóstico por imagem, requerendo a contratação dos médicos em regime celetista e indenização de 20 milhões de reais por dano moral coletivo.
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Brookfield (BISA3, 0,0%, R$ 1,46)
A Brookfield viu suas ações caírem nesta manhã, mas, também fecharam estável no pregão desta quinta-feira. A incorporadora informou ontem à noite que o laudo de avaliação de suas ações elaborado pelo Banco Santander aponta valor econômico de seus papéis no intervalo entre R$ 1,29 e R$ 1,42. Depois do comunicado, a acionista controladora, Brookfield Brasil Participações, reiterou que, considerando que o valor econômico das ações divulgado no laudo de avaliação é inferior ao preço máximo oferecido, de R$ 1,60 por papel, dará prosseguimento normal à realização da OPA (Oferta Pública de Aquisição), de acordo com seus termos e condições. Segundo a XP Investimentos, com a oferta mantida a R$ 1,60 por ação, agora, as atenções se voltam para quando ocorrerá a OPA, prazo. Hoje, as ações apresentam um upside de 9,5%, em relação ao fechamento de ontem, R$ 1,46 por ação.
Localiza (RENT3, -0,54%, R$ 36,91)
As ações da Localiza chegaram a operar com leves ganhos em meio à notícia de que a Votorantim CTVM elevou o preço-alvo dos papéis da locadora de veículos, mas fecharam o pregão com queda de quase 1%. A recomendação market perform (desempenho em linha com a média) foi mantida.
Suzano (SUZB5, +1,07%, R$ 8,49)
A Suzano vê suas ações subirem após notícia de que foi autorizada pela Receita Federal a importar e distribuir papel imune de tributos para ser empregado na impressão de jornais, livros e periódicos.
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Oi (OIBR4, +2,91%, R$ 2,12)
As ações da Oi seguem a alta vista na véspera quando a empresa anunciou a venda de 1.641 torres de telecomunicações para SBA, no valor de R$ 1,172 bilhão. O negócio está previsto ocorrer em dezembro de 2014. Segundo a companhia informou ontem, a transação assegura a continuidade da prestação do serviço móvel pessoal (SMP), na medida em que também compreende a locação de espaço nestas torres por meio de um contrato de longo prazo, bem como estabelece condições para a ampliação do espaço alugado.
Copel (CPLE6, +1,82%, R$ 33,60)
Após cair durante a manhã, as ações da Copel invertem o sentido e fecharam o pregão desta quinta com alta de quase 2%. Hoje, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pela empresa contra o reajuste médio de 35,05% nas tarifas da empresa, a pedido do governo do Paraná. A Copel fez o pedido de suspensão temporária com a intenção de, após analisar as planilhas que fundamentaram o aumento autorizado pela Aneel, verificar se há espaço para a apresentação de uma contraproposta.