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As 10 melhores ações para ganhar em 2020, segundo a XP

Em relatório, analistas apontam que o momento econômico do Brasil diminui a percepção de risco e "melhora o custo de oportunidade para investir em ações"

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa caminha para fechar 2019 em clima de otimismo no mercado, próximo de sua máxima histórica, e, para a equipe da XP Research, o próximo ano deve seguir no mesmo ritmo, com a projeção de que o índice chegue a 140 mil pontos.

Em relatório, os analistas apontam que o momento econômico do Brasil diminui a percepção de risco e “melhora o custo de oportunidade para investir em ações”. “Como referência, uma redução de 1 ponto percentual nas taxas de desconto das empresas de nossa cobertura leva a uma alta de 13% em nossos preços-alvo”, afirmam.

Além disso, a equipe da XP diz que os lucros das empresas também devem ser impulsionados, com despesas financeiras ainda menores e alavancagem operacional, como reflexo dos juros baixos e crescimento em vias de aceleração.

Com isso, eles apontaram 10 ações dentro de sua área de cobertura como as favoritas para 2020, clique aqui para conferir o relatório completo.

Via Varejo (VVAR3)

A XP afirma que acredita que a Via Varejo oferece uma relação de risco-retorno atraente, apesar de ter um risco relativamente alto por conta do atual processo de reestruturação que ela passa.

“No geral, os resultados da empresa estão pressionados, após um período de dificuldades operacionais que resultaram em um fraco desempenho de vendas. No entanto, os resultados do terceiro trimestre mostraram um progresso significativo feito pela nova gestão da empresa”, afirmaram os analistas.

Vivara (VIVA3)

A companhia realizou seu IPO faz pouco tempo, e exatamente por conta disso, os analistas afirmam que a empresa “está bem capitalizada e pronta para acelerar o crescimento por meio de um plano ambicioso de abrir 514 novas lojas nos próximos cinco anos”.

Entre as projeções, a XP espera que a Vivara sustente um crescimento robusto por mais tempo, com crescimento médio anual para 2019-2022 de 23% em receita, 26% em EBITDA e 26% em lucro. Leia mais clicando aqui. 

Iguatemi (IGTA3)

A XP diz ter uma visão positiva para o setor de shoppings como um todo, baseada em três fatores:

(i) recuperação da atividade e das vendas do varejo, permitindo gradual redução nos descontos concedidos aos lojistas nos contratos de aluguel e crescimento do aluguel percentual (% das vendas das lojas); (ii) penetração ainda baixa das vendas em shoppings como percentual das vendas do varejo; e (iii) a eficiente adaptação dos shoppings brasileiros à mudança estrutural nos hábitos dos consumidores, via ajuste no mix de lojistas e crescentes investimentos em tecnologia, aplicativos e plataformas.

A preferência pelas ações da Iguatemi é reflexo da combinação entre múltiplos atrativos e portfólio resiliente em termos relativos, afirmam os analistas.

Ecorodovias (ECOR3)

A tese positiva do setor é sustentada pelo cronograma robusto de projetos de infraestrutura no Brasil nos próximos anos, segundo a XP, com leilões do PPI, programas do governo e concessões que expiram dentro dos próximos 5 anos.

“Com taxas de juros nas mínimas históricas e com dados de tráfego apresentando crescimento sequencial, acreditamos que o setor deverá continuar atrativo nos curto/médio prazo”, avaliam os analistas.

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A preferência pelas ações Ecorodovias é baseada nos múltiplos mais atrativos na comparação com seus pares, na maior duração do portfólio e no crescimento esperado superior nos indicadores financeiros no curto/médio prazo, refletindo a aceleração do tráfego aliada à maturação de ativos incorporados recentemente.

JBS (JBSS3)

Apesar de a JBS ser a preferida, a XP acredita que o setor de frigoríficos como um todo deve seguir impulsionado em 2020 pela peste suína africana que atingiu a China. “Com a oferta chinesa de proteínas ainda restrita devido aos efeitos da peste, os países exportadores devem seguir beneficiados pelos preços mais altos no mercado internacional”, explicam os analistas.

Dentre as principais empresas do setor, eles acreditam que a JBS deve ser favorecida tanto no campo internacional quanto doméstico. Quanto ao mercado norte-americano, ela deve permanecer favorecida pela demanda mais aquecida, enquanto no Brasil está bem posicionadas para se beneficiar dos efeitos de uma potencial retomada da atividade econômica.

Petrobras (PETR3; PETR4)

A XP segue com a mesma tese de investimento para a Petrobras desde julho, com poucas mudanças nos comentários após a divulgação do plano estratégico 2020-2024.

Para os analistas, a recomendação de compra das ações da petroleira é baseada no elevado desconto que ela negocia em relação aos níveis históricos e aos seus pares globais. “Na nossa visão, isso não faz sentido dado o momento tão positivo da companhia”, afirmam eles destacando ainda o plano de venda de ativos da estatal.

Os preços-alvos para os papéis da companhia são de R$ 36 para os preferenciais e R$ 35 para os ordinários.

Bradesco (BBDC4)

A XP vê o setor bancário beneficiado pela retomada da economia e pela baixa estrutural na inadimplência, ajudando na continuidade do aumento da carteira de crédito e melhora do mix com pessoas físicas e PMEs.

Por outro lado, os analistas apontam alguns desafios para o setor, como a Selic baixa por um longo período, que tende a diminuir a margem financeira dos bancos, colocando um contrapeso nos ganhos de volume e de mix. Há também o aumento da CSLL, de 15% para 20%, que afetará o lucro dos bancos já no primeiro trimestre de 2020.

Outros dois fatores que podem pesar para os bancos estão as pressões regulatórias e a competição de novos entrantes, como fintechs e plataformas de investimentos.

Com tudo isso em mente, o Bradesco foi escolhido como melhor opção por ter a capilaridade necessária para atingir virtualmente todo o país.

Vale (VALE3)

Segundo os analistas, as preocupações com o crescimento global e o noticiário da guerra comercial entre EUA e China devem seguir no foco dos investidores, que buscam entender as tendências para a demanda por minério de ferro.

Para a XP, a continuidade do retorno das operações da Vale pode colocar alguma pressão do lado da oferta enquanto o mercado acompanha potenciais estímulos, como redução dos juros por parte da China, que poderia sustentar a produção de aço. A expectativa é que o minério de ferro volte gradualmente para os níveis de 2018, em torno dos US$ 70 por tonelada.

No caso dos preços de aço no Brasil, um dólar mais alto e o melhor cenário para demanda podem compensar eventual queda dos preços internacionais, avaliam, ressaltando que a Vale tem um preço atrativo e boa geração de caixa.

AES Tietê (TIET11) e EDP Energias do Brasil (ENBR3)

No setor elétrico, a XP vê um risco de curto prazo de desequilíbrio entre oferta e demanda gerado principalmente pelo baixo volume de chuvas e a dependência do Brasil de fontes hidrelétricas.

Segundo os analistas, entre outubro e novembro, as chuvas nos reservatórios corresponderam apenas a 57% da média histórica, o que pode pressionar os reservatórios no curto prazo caso não haja uma recuperação no período de chuvas, que vai de dezembro a abril.

A preferência por AES Tietê e Energias do Brasil se dá por eles acreditarem que os papéis das duas empresas “negociam com um maior desconto em relação aos pares”.

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