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SÃO PAULO – Com a correria do dia a dia, é natural que as pessoas procurem em seus lares o conforto e a praticidade necessários para o seu bem estar. E aí entra uma das “missões” do arquiteto: pensar na funcionalidade dos espaços, que hoje, por uma tendência de mercado, possuem ambientes cada vez menores.
Por este e outros motivos, a área de Arquitetura e Urbanismo é vista atualmente como uma carreira promissora. Mas quem pensa que a profissão se resume a criar, desenhar e projetar, está bem enganado…
Mão do arquiteto
Praticamente todas as construções à nossa volta possuem o toque deste profissional: prédios, casas, empresas, museus, ruas, monumentos, praças e muito mais. Sua atividade se concentra em planejar, projetar, coordenar e reformar edificações de vários tipos e finalidades.
Porém, sua preocupação deve ir ainda mais longe: além de pensar na funcionalidade de cada local, na forma como serão colocados móveis ou instalados equipamentos e no conforto, deve trabalhar pelo equilíbrio ambiental, ou seja, analisar os efeitos que determinada obra poderá gerar à vizinhança, por exemplo.
Frente a isso, o arquiteto está permanentemente em atividade e em contato com outros profissionais. Deve ter, portanto, um perfil bastante diferenciado, com grande habilidade de lidar com pessoas, de ouvir opiniões e aliar interesses. Fica com ele, muitas vezes também, a árdua tarefa de acompanhar o trabalho alheio, cobrando qualidade do serviço nos prazos estabelecidos.
Dia longo
O arquiteto pode escolher trabalhar por conta própria, em seu escritório, ou como funcionário de empresas públicas ou privadas de construção civil, consultorias especializadas e lojas de móveis e decorações, entre outras. Para exercer a profissão, ele deverá ter registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).
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Se alguém tem a imagem de que se trata de uma área onde se trabalha pouco, cabe aqui mais um esclarecimento. Justamente por ter que acompanhar muitas obras, ao lado de um engenheiro, e de ouvir muitas pessoas, ele está sempre se alternando em diversas localidades, nem sempre próximas, o que torna o seu dia a dia nada rotineiro.
Esta característica é ainda mais marcante para quem opta pelo trabalho autônomo. Neste caso ele precisará dividir seu “expediente” entre o contato e relacionamento com o cliente, o acompanhamento das obras e o desenvolvimento dos projetos programados.
Áreas de atuação
Para os interessados pela carreira, as opções são muitas: arquitetura de interiores, conforto ambiental, planejamento e desenho urbano, paisagismo, patrimônio histórico (restauração de museus e monumentos, por exemplo), projeto de edificações, avaliação e perícia, design e comunicação visual, ensino, pesquisa e cenografia.
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A especialização em determinada área não deve significar, porém, a restrição a outros trabalhos. Por exemplo: caso opte por ter seu próprio escritório, é interessante que se associe a outros profissionais, especializados em outros segmentos. Desta forma sua empresa poderá garantir a captação de vários clientes, em diversas áreas, geralmente complementares.
Outro ponto importante: como em muitos outros cursos, não espere que a faculdade lhe prepare para o mercado. A carreira de arquiteto exige do profissional grandes conhecimentos técnicos quanto ao melhor aproveitamento do espaço, e um perfil bastante diferenciado. Você deve investir nestes pontos.
Espera-se que o estudante de arquitetura possua sensibilidade, intuição, gosto pelas artes, capacidade de análise e observação, afinidade com os cálculos, exatidão e atenção ao detalhe, além da habilidade para o trabalho em grupo.
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Grade curricular
A duração do curso é de, em média, cinco anos. Neste período, o aluno terá contato com matérias de Ciências Humanas e de Exatas, como matemática, história da arte, desenho técnico e computação gráfica.
Como na maioria das profissões, o primeiro semestre do curso de Administração e Urbanismo é bastante teórico. A partir de então, as aulas práticas começam a compor, em ritmo crescente, a grade curricular.
Afinal, este futuro profissional deve desenvolver conhecimentos quanto à confecção de projetos, plantas e maquetes, além dos cálculos, que não serão poucos.