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SÃO PAULO – O ex-presidente do Banco Central e proprietário do Gávea Investimentos Armínio Fraga falou ao jornal O Globo sobre a inclusão do seu nome na lista de documentos que aparecem no Swissleaks. O Swissleaks trata do vazamento de documentos secretos que revelaram que o HSBC suíço atraiu 106 mil clientes, entre suspeitos de sonegação e de diversos crimes (incluindo traficantes e terroristas) em 203 países entre os anos de 1988 e 2007.
Armínio mostrou ao jornal O Globo a sua declaração de bens à Receita Federal, referente ao exercício de 2006, em que aparecem suas contas e investimentos. Ele afirma que não houve qualquer irregularidade.
Ao Globo, ele mostrou a declaração de ativos no exterior, entregue ao BC e disse ainda que informações compatíveis foram prestadas às autoridades dos Estados Unidos, pelo fato de ele ter dupla cidadania.
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Fraga disse ao jornal que os documentos que aparecem no Swissleaks aparentam registrar o valor da posição mantida pelo Gávea Global Fund junto ao HSBC em Genebra, bem como o investimento efetuado por ele nos anos de 2004 e 2005, a partir de sua conta bancária no HSBC em Nova York, onde viveu. “ Não faço parte desta lama”, afirmou.
Segundo informações do R7, o fundo de Armínio Fraga estaria sendo investigado nos EUA por ter transferido US$ 4,4 milhões de uma conta nas ilhas Cayman para outra conta do HSBC na Suíça.
Fraga também falou sobre o vazamento das informações sigilosas através do Swissleaks, dizendo que o assunto merece reflexão. “É, sem dúvida, um grande serviço ao país, a divulgação de informações sobre operações realizadas em desacordo com as leis. Mas é também dever dos órgãos de imprensa noticiar esses fatos com obstinada precisão para que a vala comum não acabe por frustrar a superação dessa triste fase por que passa o Brasil”, afirmou.
De acordo com o jornal, Fábio Roberto Chimenti Auriemo, acionista da empreiteira JHSF, também apresentou documentos que mostram que as suas contas estavam em situação legal em 2006/2007.