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O governo da Argentina anunciou hoje um novo plano de financiamento para 2001, após a divulgação do novo acordo do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) com relação às metas de déficit fiscal este ano. O novo plano de financiamento da Argentina reduzirá a exposição do país ao mercado internacional através do aumento das emissões de títulos federais no mercado interno.
O ministro da economia Domingo Cavallo divulgou a ampliação das emissões que foram inicialmente estabelecidas em dezembro do ano passado. O governo pretende emitir este ano US$ 10,25 bilhões em títulos, comparado com o cronograma anteriormente estipulado de US$ 9,35 bilhões de emissão da dívida interna.
As principais mudanças ocorrem com a redução das emissões de bônus em ienes e em euros e de bônus do Tesouro. Em contrapartida, o país aumentará as emissões de bônus globais e de Letras do Tesouro. Além disso, o governo planeja a emissão de quatro novos títulos, que seriam direcionados aos bancos e às empresas argentinas.
Ontem o governo argentino e o FMI assinaram uma nova carta de intenções para o déficit fiscal este ano, que direcionará a economia até o final de 2001. O governo teve de renegociar com o fundo porque o déficit fiscal do primeiro trimestre de 2001 superou em US$ 1 bilhão a meta estipulada em US$ 2,1 bilhões. Entretanto, a meta anual para o déficit fiscal argentino foi mantida em US$ 6,5 bilhões.
A nova carta de intenções amplia o déficit de janeiro a junho deste ano para US$ 4,939 bilhões, ante os US$ 3,8 bilhões anteriormente acordados. O déficit fiscal de janeiro a setembro também teve a meta aumentada para US$ 6,249 bilhões, comparado com o patamar inicial de US$ 5,1 bilhões. Além disso, o governo argentino deverá receber um empréstimo de US$ 1,26 bilhão do fundo internacional neste mês, gerando um aumento no total emprestado pelo FMI ao país para US$ 6,269 bilhões. Este montante faz parte do total de US$ 14 bilhões que o fundo poderá direcionar à Argentina desde que sejam cumpridas as metas acordadas.