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As principais bolsas latinas apresentaram queda nesta segunda-feira alinhadas com o índice norte-americano das empresas de tecnologia, Nasdaq Composite, que registrou uma baixa de 1,21%. Os mercados estavam apreensivos em relação ao possível corte nas taxas de juros dos EUA, a ser confirmado amanhã pelo Fed. Os contínuos temores à respeito da Argentina e a crise energética brasileira também foram fatores que influenciaram o desempenho dos mercados latinos.
Na Argentina o governo pretende garantir, com a arrecadação tributária proveniente da troca dos seus títulos da dívida pública, a tranqüilidade dos investidores sobre sua capacidade de honrar com sua dívida. No entanto, a falta de detalhes sobre a operação começa a provocar a impaciência do mercado, situação que fica evidente com a queda dos bônus argentinos e do índice de risco do país, que hoje chegou a 1087 pontos, segundo o índice EMBI+ da JP Morgan. Em mais uma tentativa de proporcionar maior competitividade à indústria argentina, o ministro da economia Domingo Cavallo, prepara para o setor lácteo um plano que alivie os custos internos e permita maior rentabilidade, as medidas de tal plano serão divulgadas nas próximas semanas.
As incertezas em relação ao cenário interno argentino, prejudicou novamente o desempenho da bolsa de Buenos Aires que encerrou o pregão em baixa de 0,91% cotado a 415,60 pontos. Entre as ações das empresas negociadas hoje na bolsa argentina, os destaques entre as quedas foram o Banco de Galicia Y Buenos Aires (-7,69%), Sociedad Comercial del Plata (-3,23%), Renault Argentina (-1,96%), Transportadora de Gas del Sur (-1,51%), a holding Perez Companc (-1,39%), e a siderúrgica Siderar (-1,35%). Por sua vez, somente duas ações obtiveram alta a indústria química Solvay Indupa (+0,57%) e a petrolífera Repsol (+0,28%).
Segundo a Secretaria da Fazenda e do Crédito Público do México, a atividade industrial do país em março de 2001 caiu 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A cifra do Produto Interno Bruto (PIB), a ser anunciada no próximo dia 15, também não trará boas notícias para a economia mexicana, uma vez que será notavelmente menor do que os 5,1% previstos para o segundo semestre.
O Índice de Preços e Cotações (IPC) que engloba as 36 empresas constituintes da Bolsa Mexicana de Valores Mexicana (BMV) encerrou esta segunda-feira em baixa de 1,91% sendo cotado a 6.042 pontos. Entre os destaques de quedas estão as Empresas ICA (-5,00%), Grupo Industrial Alfa (-3,45%), Savia (-3,19%), Grupo Sanborns (-2,86%), Grupo Televisa (-2,59%) e Televisión Azteca (-2,42%). Já as maiores altas ficaram com a metalúrgica Hylsamex (+3,03%), Corporacion Geo (+1,41%), Fomento Mexicano (+0,70%), a indústria de alimentos Grupo Industrial Maseca (+0,63%), Tubos de Acero Mexicano (+0,44%) e Consorcio Ara (+0,38%).
No Chile, a proposta governamental de aumento de 5% no salário mínimo, não foi bem recebida pela Central Unitária dos Trabalhadores (CUT). O governo está disposto a aumentar somente 105 mil pesos, cifra bem menor que os 138 mil pesos reivindicados. Seguindo a tendência de baixa, o índice IPSA chileno registrou queda de 0,40% sendo cotado a 106,38 pontos.
Outros mercados:
Brasil
IBovespa
-2,52%
Venezuela
ISCB
-0,82%
Peru
ISBVL
-0,53%