Argentina e Brasil resistem queda dos índices norte-americanos, mas México cai

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em alta, com exceção para o México, nesta segunda-feira, apesar do fraco desempenho dos índices norte-americanos, que influenciam os mercados da América Latina. Às 15:46 de Nova York, o Nasdaq Composite registrava baixa de 1,89%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 apresentavam variações negativas de 0,61% e 0,69%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em ligeira alta de 0,38%, após ter registrado variação negativa durante a maior parte do pregão. Hoje, o porta-voz do FMI na América Latina, Francisco Backer, declarou que a diretoria do organismo se reunirá na sexta-feira e que, logo depois da reunião, estariam disponíveis US$ 2,9 bilhões para a Argentina, de acordo com a previsão do pacote de ajuda financeira liberado em dezembro. Segundo a agência Bloomberg, o governo pretende emitir, amanhã, cerca de 200 milhões de euro em títulos de dois anos. Assim como outros países da América Latina, como Brasil, México e Colômbia,o governo argentino está aproveitando a situação internacional, após a redução da taxa de juros norte-americana, para vender títulos no mercado internacional a preços bastante atrativos.
As maiores altas entre os componentes do índice Merval ficaram para o Banco Galicia y Buenos Aires (+3,66%), para a siderúrgica Siderar (+2,28%) e para a Acindar (+1,71%). Por outro lado, os destaques de baixa ficaram para as ações da termoelétrica Central Costanera (-2,94%), da Cresud (-2,41%) e da Telefônica (-2,20%).

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão em baixa de 0,14%. O governo mexicano venderá, ainda nesta segunda-feira, títulos de 10 anos no mercado internacional, também aproveitando-se dos custos mais baixos de financiamento. A expectativa é que o spread da operação deverá ser de 375 pontos base, ou 3,75% a mais que a taxa do título norte-americano de 10 anos. Até o final do pregão, o governo ainda não tinha divulgado informações sobre venda dos títulos. Hoje, a empresa inglesa de telefonia móvel Vodafone PLC comprou uma participação de 34,5% do Grupo Iusacell, segunda companhia de telefonia móvel no México, com mais de um milhão e meio de clientes. Com está operação de US$ 973,4 milhões, a Vodafone pretende entrar no mercado mexicano e concorrer com a Telmex, detentora de três quartos do mercado doméstico de telefonia móvel.
Os destaques de queda da bolsa mexicana ficaram para as ações do Grupo Industrial Maseca (-8,44%), da Corporacion Interamericana de Entretenimiento (-4,13%) e das Empresas ICA (-3,74%). Contrariando a tendência da bolsa, as maiores altas entre os componentes do índice IPC ficaram para as ações das Industrias Penoles (+11,84%), do Grupo Elektra (+4,12%) e da Fomento Econômico Mexicano (+2,80%).

O índice ISBVL da Bolsa de Lima encerrou o pregão em baixa de 0,57%. Hoje, foi o último dia para que os candidatos à presidência do Peru fizessem a sua inscrição na sede do JNE (Jurado Nacional de Elecciones). Por estratégia, todos os candidatos decidiram se inscrever na hora limite para o término da inscrição, que se encerrará à meia-noite desta segunda-feira. Após algumas complicações técnicas que chegaram a sugerir o adiamento das eleições, o presidente da ONPE (Organização Nacional Processos Eleitorais), Fernando Soldevilla, garantiu que os problemas técnicos estavam superados e confirmou a eleição presidencial para o dia 8 de abril.

As bolsas da Venezuela e da Colômbia não abriram nesta segunda-feira.












Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,93%
Chile IPSA-0,33%

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