Argentina e Brasil caem, México resiste

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas, com exceção do México, fecharam em queda nesta terça-feira, influenciadas por fatores locais e pelo desempenho negativo do índice norte-americano Nasdaq. Às 15h46 de Nova York, o Nasdaq Composite registrava queda de 0,78%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 apresentavam variações positivas de 0,94% e 0,33%, respectivamente.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em ligeira baixa de 0,06%, apesar de ter registrado variação positiva muitos antes do término do pregão. Nesta semana, o trigo, produto importante na pauta de exportação argentina, atingiu o preço máximo nos últimos 22 meses. O aumento do preço do trigo no mercado internacional é uma boa notícia para a indústria agrícola da Argentina, que estava enfrentando, nos últimos anos, problemas com o baixo preço do produto no mercado internacional, a recessão do país e condições climáticas desfavoráveis. Hoje, a Câmara de Informática e Telecomunicações da Argentina informou que, apesar da crise econômica, o faturamento das indústrias de telecomunicações e informática cresceu 6% no ano passado, em relação a 1999. O jornal Clarín divulgou esta tarde uma estimativa de que a atividade industrial na Argentina teria crescido 0,2% em 2000.
As maiores quedas entres os componentes do índice Merval ficaram para as ações da termoelétrica Central Puerto (-3,57%), da petrolífera Repsol YPF (-3,01%), do Molinos Rio de la Plata (-2,16%) e da Transportadora de Gas del Sur (-1,95%).
Por outro lado, os destaques de alta ficaram para as ações da siderúrgica Siderar (+5,09%), do Banco del Suquia (+3,70%) e da Perez Companc (+2,20%).

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão em ligeira alta de 0,10%, apesar da preocupação de que a desaceleração da economia norte-americana acabe obrigando as empresas mexicanas a reduzir sua produção, já que os EUA compram 90% das exportações do México. Hoje, a Associação Mexicana da Indústria Automobilística divulgou que a produção de carros cresceu 27% em 2000, atingindo níveis jamais alcançados, segundo seu presidente. As maiores altas entre os componentes do índice IPC foram as ações das Empresas ICA (+8,42%), do Grupo Industrial Alfa (+7,03%), da construtora Corporacion Geo (+5,62%) e da Vitro (+5,41%). Contrariando a tendência da bolsa mexicana, os destaques de baixa ficaram para as ações da Hylsamex (-5,81%), da Controladora Comercial Mexicana (-4,07%) e do Grupo Financiero Banorte (-3,58%).

O índice IBB da Bolsa da Colômbia fechou em ligeira alta de 0,22%, com destaque para ações da Bavária e da Argos, as duas ações mais negociadas na bolsa de Bogotá. A empresa fabricante de cerveja Bavária está enfrentando problemas com a greve dos funcionários, que já dura três semanas. Já a produtora de cimento Argos está sofrendo as conseqüências da desaceleração da construção civil na Colômbia. Com isso, investidores colombianos estão preocupados com resultados do quarto trimestre das duas empresas, que deverão ser anunciados em breve.

A Bolsa de Caracas não abriu nesta terça-feira.

















Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,43%
Chile IPSA+0,20%
Peru ISBVL+0,07%

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