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18h18 – 10/07
InfoMoney
São Paulo – Os índices das principais bolsas latinas, com exceção da mexicana, fecharam em queda pressionados pelas baixas verificadas no mercado norte-americano e pelo desempenho ruim do novo leilão de Letes (Letras do Tesouro) realizado pelo governo argentino. A Bovespa registrou forte baixa de 2,42%, cotada a 13.569 pontos, bastante pressionada pela alta do dólar que fechou cotado a R$ 2,49.
A Argentina não conseguiu resultado satisfatório no leilão das Letras e dos Bônus do Tesouro, demonstrado pelas altas taxas de juros exigidas pelo mercado para rolar a dívida do país, que enfrenta um preocupante déficit público e uma disputa entre União e as províncias. Os governadores das províncias ainda não receberam o repasse de verbas da União acordado com o governo e contribuem para perturbar ainda mais o cenário político da nação. Com relação ao mercado financeiro, a taxa de juros interbancária, que havia se estabilizado em 16% no fechamento anterior, registrou em alta, ao atingira 20% e o índice de risco país da Argentina atingiu a marca de 1.200 pontos, ambos refletindo o aumento do pessimismo do mercado com relação à situação geral do país.
Seguindo o clima tenso no mercado nacional, o índice Merval da Bolsa da Argentina fechou em forte queda de 6,13%, cotado a 347,1 pontos, onde as desvalorizações mais significativas foram registradas nas ações da holding Perez Companc (-8,53%), das siderúrgicas Acindar (-7,81%) e Siderca (-2,14%), assim como nos papéis do grupo financeiro Galicia (-6,98%) e da Telecom Argentina (-0,77%). Em contrapartida, somente as ações do Banco Francês del Rio de la Plata não seguiram a tendência do pregão e fecharam em alta de 1,33%.
No México, o presidente da Comissão da Fazenda da Câmara dos Deputados, Oscar Levín Coppel, anunciou que os legisladores já alcançaram uma série de consensos a respeito da reforma tributária encabeçada pelo presidente Vicente Fox. Oscar afirmou que as autoridades decidiram pelo não aumento do Imposto de Renda e pela não taxação dos benefícios oferecidos pelas empresas a seus empregados, como vale refeições e combustível. O presidente da Comissão também lembrou que o processo ainda está em fase de acordos prévios e que os tópicos da reforma tributária ainda não foram homologados.
O índice IPC da Bolsa do México fechou estável, registrando alta de 0,06%, cotado a 6.713,0 pontos. As principais valorizações foram verificadas pelas ações da holding de construção Cemex (+1,67%), da companhia Corporacion Geo (+1,58%) e do Banorte (+1,52%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações da empresa de mídia Televisa (+0,61%) e da Telefonos de México (+0,32%). Por outro lado, as quedas mais significativas foram registradas nos papéis do Banamex (-1,17%), do Grupo de alimentos Modelo (-0,77%), da Carso Global Telecom (-0,54%), assim como nas ações da TV Azteca (-0,25%) e da fabricante de bens de consumo Kimberly Clark (-0,18%).
No Chile, o destaque fica por conta do embate entre o governo e os empresários surgido a partir da proposta de aumento das taxações sobre os lucros das empresas como forma de reduzir um déficit de US$ 240 milhões do Governo. Os empresários consideram que tais medidas só serão prejudiciais, já que causarão um desaquecimento significativo da economia do país. O índice IPSA da Bolsa de Santiago fechou em queda de 0,74%, cotado a 107,9 pontos.
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
-2,42%
Colômbia
IBBOG
+0,21%
Peru
ISBVL
-0,70%