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SÃO PAULO – A primeira estimativa sobre a produção de milho norte-americana divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla, em inglês) apontou um aumento de 4% na área plantada com o cereal, para 37,9 milhões de hectares na safra 2016/17.
Para a colheita, a estimativa é de que a produção atinja um pouco mais de 400 milhões de toneladas nesta safra. Mas isso só será possível se a produtividade das lavouras dos EUA alcançarem 176 sacas por hectare, como aconteceu na temporada 2015/16.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os números apresentados ficaram acima daqueles esperado pelo mercado. Esse fator, somado à baixa demanda pelo cereal norte-americano, aos estoques de etanol em patamares recordes e a concorrência da China no campo das exportações, tornam forte a pressão baixista nas cotações em Chicago.
O cenário internacional impacta no mercado brasileiro. Em Mato Grosso, avalia o Imea, é possível que haja uma retração do preço físico no período da colheita, dado que uma das referências para formação de preço de exportação é a CBOT.